Economia & Mercado

Índice de exportações baianas tem queda em novembro mesmo após alívio do tarifaço; confira detalhes

Jean Vagner/SEI Bahia
Índice foi apresentado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI)  |   Bnews - Divulgação Jean Vagner/SEI Bahia
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 10/12/2025, às 13h07



As exportações da Bahia registraram queda de 18,7% em novembro, no comparativo interanual, alcançando US$ 839,5 milhões, conforme informações da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), que faz parte da Secretaria de Planejamento (Seplan), a partir da base de dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). 

O cenário acontece mesmo em meio a redução parcial do tarifaço adicionado pelos Estados Unidos e dos valores mais baixos das commodities. O levantamento apontou também que o volume embarcado teve desempenho negativo, com redução de 23,7% na mesma comparação. O principal motivo foi o resultado das incertezas na economia mundial, provocadas pela política comercial americana e a guerra comercial com a China.

No comparativo anual, as exportações baianas alcançaram US$ 10,51 bilhões (-3,9%) e as importações chegaram a US$ 8,70 bilhões (-13,6%), registrando um saldo positivo de US$ 1,81 bilhão (+108,6%). A corrente comercial ficou em US$ 19,22 bilhões, com um percentual de menos 8,5% em relação ao mesmo período de 2024. 

No mês de novembro, todos os setores das vendas baianas tiveram redução nas vendas, sendo eles: agropecuária (-11,8%), Indústria de transformação (-22%) e indústria extrativa (-42,7%). 

As vendas para a China seguiram na liderança em novembro, somando US$ 296,6 milhões, embora tenham recuado 11,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o Canadá manteve o bom desempenho e voltou a aparecer como segundo principal destino, registrando US$ 125,6 milhões, um crescimento de 46,6% frente a novembro de 2024, impulsionado pela demanda por ouro, minério de níquel, ferroligas, derivados de cacau e pneus.

Por outro lado, as exportações para os Estados Unidos caíram pelo terceiro mês seguido (-32,1%) e acumulam retração de 6,1% no ano até novembro. A redução do mês de novembro, no entanto, foi menor do que a de outubro, que caiu 60,5% na comparação com o mesmo mês de 2024. 

Já as importações somaram US$ 630,2 milhões, o nível mais baixo registrado em 2025, representando retração de 20%. A aquisição de combustíveis segue despencando, com queda de 41,2%, e voltou a puxar o resultado para baixo pelo terceiro mês seguido. No acumulado do ano, o recuo nas compras desse segmento chega a 42,5% em comparação com o mesmo período de 2024.

As importações da Bahia mostraram forte oscilação em novembro, com bens intermediários recuando em 25,1% e os bens de capital caindo 12,8%. Os bens de consumo dispararam 534,6%, sobretudo pela entrada de veículos e outros itens como frutas e calçados. No acumulado do ano, encerrado em novembro, as importações diminuíram 13,6%, puxadas principalmente pela queda de 42,5% nas compras de combustíveis. 

Insumos industriais ficaram praticamente estáveis, enquanto bens de consumo subiram 170,3% e bens de capital, 61,9%. Em novembro, a China superou os EUA como principal fornecedora do estado, com US$ 163,8 milhões em vendas e alta de 30,8%; porém, no ano, os Estados Unidos ainda lideram o fornecimento à Bahia.

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