Política
Publicado em 13/01/2026, às 17h28 Foto: Divulgação Héber Araújo
A prefeitura de Correntina, localizada no Oeste baiano, firmou, em dezembro de 2025, um contrato no valor de R$ 7 milhões com um posto de combustíveis localizado na cidade. De acordo com o decreto, publicado no Diário Oficial, o contrato buscava suprir os veículos pertencentes à gestão pública.
O posto de combustíveis, no entanto, pertenceria ao deputado federal Dal Barreto (União Brasil), que teria como sócio o prefeito de Riacho de Santana, DR. João Vitor (PSD), descrito como 'sócio administrador', segundo revelou a Receita Federal.
Além do abastecimento de gasolina, a empresa dos políticos também presta serviços de:
De acordo com o contrato firmado, serão fornecidos cerca de 250 mil litros de gasolina, 14 mil litros de Etanol, 670 mil litros de Óleo Diesel S500 e 228 mil litros de Diesel S10. No total, serão fornecidos 1.162.00 litros de combustíveis. Somados, o valor total da despesa dará cerca de R$ 7.159.180,00.
Em nota enviada ao Bnews, o deputado Dal Barreto afirmou não haver nenhuma irregularidade, ressaltando que o contrato foi firmado por meio de credenciamento público e previsto em legislação, de forma transparente e isenta.
“Portanto, não existe, na prática, qualquer movimentação financeira, abastecimento ou execução contratual que possa ser atribuída ao deputado federal mencionado. Associar o parlamentar a eventuais irregularidades sem que haja consumo, pagamento ou benefício concreto é uma distorção dos fatos”, declarou em nota.
A assessoria de parlamentar ainda reforçou que ele não tem envolvimento com o firmamento do contrato. Segundo afirmou, o político tem atuação apenas como sócio e mais nada.
“Reforçamos que o deputado não possui ingerência sobre os processos administrativos da prefeitura e que sua inclusão em especulações sem base factual contribui apenas para a desinformação”, completou.
"Diante das informações que vêm sendo divulgadas sobre o contrato de fornecimento de combustíveis firmado pela Prefeitura de Correntina, é importante esclarecer que o referido processo ocorreu por meio de credenciamento público de postos de combustíveis, conforme previsto na legislação vigente, garantindo isonomia e transparência entre os interessados.
O posto citado apenas realizou o credenciamento, assim como outros estabelecimentos aptos a participar do chamamento. No entanto, é fundamental destacar que não houve fornecimento de nenhum litro de combustível, tampouco foi emitida qualquer nota fiscal relacionada a esse contrato até o momento.
Portanto, não existe, na prática, qualquer movimentação financeira, abastecimento ou execução contratual que possa ser atribuída ao deputado federal mencionado. Associar o parlamentar a eventuais irregularidades sem que haja consumo, pagamento ou benefício concreto é uma distorção dos fatos.
Reforçamos que o deputado não possui ingerência sobre os processos administrativos da prefeitura e que sua inclusão em especulações sem base factual contribui apenas para a desinformação.
Seguimos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais."
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O deputado Dal Barreto, vale lembrar, foi alvo da operação Overclean, no ano passado, quando a PF deflagrou mandados de busca e apreensão. A mesma operação atingiu o prefeito de Riacho de Santana e sócio do deputado que foi afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal.