Política

Preso pela PF, ex-major aliado de Bolsonaro é dado como morto pelo Exército e esposa recebe pensão gorda

Ailton Barros é major reformado do exército e foi preso pela PF acusado de envolvimento em esquema de fraudes  |  Foto: Isac Nóbrega/PR/Arquivo

Publicado em 06/05/2023, às 17h31   Foto: Isac Nóbrega/PR/Arquivo   Cadastrado por Vinícius Dias

Investigado como um dos articuladores do esquema de falsificação de carteiras de vacinação do Ministério da Saúde, o major reformado do Exército Ailton Barros - preso na quinta-feira (4) durante a Operação Venire - é tido como morto pela força militar.

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Com isso, a "viúva", Marinalva Leite da Silva Barros, recebe uma pensão bruta de R$ 22 mil, sendo R$ 14 mil líquidos mensalmente, segundo o Portal da Transparência. A informação sobre o "irmão 02" do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi divulgada pela Globo News.

Barros foi expulso do Exército. A remuneração para Marinalva é feita pelo menos desde setembro do ano passado. Em nota, o Exército afirmou que ele foi julgado pelo Superior Tribunal Militar (STM), em 23 janeiro de 2014 - consideraram-no "incompatível com o oficialato, resultando na perda de seu posto e patente".

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— Hermes Fernandes (@HermesFernandes) May 3, 2023

Segundo o Exército, apesar da expulsão, Barros não perdeu os direitos que se estendiam aos dependentes. "Em consequência, após a exclusão das fileiras do Exército, o ex-militar foi incluído no sistema como 'morto ficto' (morto fictício) para que seus beneficiários legais (no caso a mulher) pudessem receber a pensão correspondente ao posto, cumprindo o previsto na legislação vigente."

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