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Política

'Preto do caralh*': Bolsonarista filmada fazendo ataques racistas em metrô é identificada pela polícia

Mulher será intimada a depor após ser filmada cometendo ataques racistas contra estudante após manifestação em apoio a Flávio Bolsonaro  |  Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 22/10/2026, às 09h26   Reprodução/Redes Sociais   Redação BNews

Uma apoiadora do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), filmada proferindo ofensas racistas contra um estudante na estação Vila Sônia, em São Paulo, no último domingo (18), foi identificada pela Polícia Civil.

O caso aconteceu na Linha 4-Amarela do metrô, após uma manifestação de apoiadores de Flávio na Avenida Paulista. Na ocasião, Márcio Ferreira foi chamado de "preto do caralh*" pela mulher, após intervir em uma discussão política que envolvia outras três pessoas.

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Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a mulher será intimada a comparecer à delegacia. Márcio já foi ouvido pela polícia, e os agentes que atenderam à ocorrência também foram chamados para prestar depoimento. A investigação ainda deve contar com imagens das câmeras de segurança da estação.

Mais uma bolsonarista cometendo crimes após o ato pró-Flávio. Agora, de racismo. Abaixo, o vídeo completo, que tem 2 minutos. Discussão começou no vagão e não envolvia o estudante de direito Márcio Ferreira, o ofendido no vídeo, que saiu em defesa dela. Depois, disse a ela fez isso mesmo ela sendo bolsonarista. E aí começou o racismo ESCANCARADO. Chama atenção que ela admite ao segurança do metrô que chamou Márcio de "preto de bosta" (na verdade foi "preto do caralho", várias vezes). E o segurança do metrô não a detém para que a Polícia Militar a pudesse levar presa em flagrante. Falei com exclusividade com a vítima. Link no primeiro comentáro.

— Demétrio Vecchioli (@demetriovec) October 19, 2026

Mulher admitiu ofensa racial

Em vídeos gravados pelo estudante, a mulher aparece dirigindo insultos racistas contra ele. Em um dos trechos, ela admite ter usado a expressão "preto de bosta" ao se referir a Márcio.

Segundo o estudante, a confusão começou após uma discussão política. A mulher teria feito ofensas homofóbicas contra um grupo de jovens, e Márcio decidiu intervir para tentar evitar que o desentendimento evoluísse para uma agressão física.

"Falei que não precisava brigar, mesmo ela sendo bolsonarista e eu o contrário. Após eu dizer isso, ela disse: ‘Então você está com eles? Você é viado igual a eles...’ E começou a proferir as ofensas raciais", relatou ao g1.

Márcio contou que os outros três jovens deixaram o local, mas ele permaneceu conversando com a mulher e pediu que ela se acalmasse. Diante da continuidade dos insultos, começou a gravar e tentou se afastar.

Em outro trecho do vídeo, a mulher pede que um agente da estação chame a polícia, alegando estar sendo agredida pelo estudante. Durante a conversa, ela tenta justificar as ofensas afirmando ter familiares negros.

"Deixa eu te mostrar a foto da minha família. Meu filho é preto. Eu sou mulher de preto também", diz.

Após o episódio, Márcio registrou um boletim de ocorrência e afirmou que pretende tomar as medidas necessárias.

“Na hora, você se sente culpado... Culpado de ter saído de casa, de não saber como reagir. Só que eu sei que eu não tenho culpa. Mas é difícil tirar esse sentimento de culpa que a gente carrega agora", contou.

O Ministério Público informou que o Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância (Gecradi) requisitou a instauração de inquérito policial para apurar o caso.

Classificação Indicativa: Livre


Tagsataques racistasestação vila sôniaflávio bolsonaroSão Paulo