Política

Promessa de Flávio Bolsonaro para o STF chama atenção; veja

Flávio Bolsonaro destaca a importância de respeitar a lei e promete escolhas justas para a Suprema Corte em sua candidatura.  |  Agência Brasil

Publicado em 08/08/2026, às 15h43 - Atualizado às 15h43   Agência Brasil   Daniel Serrano

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, neste sábado (8), que pretende indicar mulheres para o Supremo Tribunal Federal (STF) caso seja eleito nas eleições deste ano. A declaração foi feita durante o evento Café Entre Elas, em Itapetininga, no interior de São Paulo. 

Durante o discurso, Flávio afirmou que suas escolhas para a Suprema Corte serão baseadas em critérios como respeito à Constituição, ao dinheiro público e às leis. 

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“O próximo presidente indica quatro ministros do STF e vou colocar lá homens e mulheres que respeitam a Constituição, que não usem a máquina para enriquecer, que não promovam perseguição, que não façam mais com nenhum brasileiro o que fizeram com Jair Bolsonaro”, declarou.

“Quem descumprir a lei vai pagar por isso. A lei tem que valer para todos, inclusive para ministro do STF”, acrescentou. 

Atualmente, o STF possui apenas uma mulher entre os 11 ministros: Cármen Lúcia. Ao longo da história da Corte, outras duas mulheres ocuparam cadeiras no tribunal: Ellen Gracie, indicada em 2000, e Rosa Weber, nomeada em 2011.

Flávio critica ministros do STF

Durante o evento, o candidato voltou a fazer críticas ao STF e afirmou que ministros que quiserem exercer atividade política deveriam deixar a Corte e disputar eleições. 

“Se ministro do Supremo quer fazer política, vamos responder na política. Se quer ser presidente do Brasil, renuncia e se candidata. Se quer mandar no Senado, renuncia e se candidata”, afirmou. 

A declaração ocorreu no mesmo dia em que o ministro Alexandre de Moraes negou um pedido da defesa de Jair Bolsonaro para que os filhos do ex-presidente pudessem visitá-lo neste domingo (9), Dia dos Pais. 

Flávio, Carlos Bolsonaro e Jair Renan haviam sido incluídos no pedido. Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, não participou da solicitação. Após a decisão, Flávio também criticou Moraes nas redes sociais.

“Moraes proibiu a mim e aos meus irmãos de visitarmos nosso pai justamente no Dia dos Pais. Tiraram a liberdade dele. Agora querem tirar até o direito de um pai abraçar seus filhos. Isso tem dia e hora para acabar!”, escreveu. 

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