Política
Publicado em 11/06/2026, às 08h34 Reprodução/X/@FlavioBolsonaro | Ricardo Stuckert/PR Rebeca Santos
O aumento das tarifas imposto pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros aumentou o apoio ao presidente Lula (PT) na discussão sobre a defesa dos interesses do país.
De acordo com pesquisa Quaest divulgada na última quarta-feira (10) , 47% dos entrevistados apontam Lula como quem melhor representa a defesa dos interesses do Brasil.
O levantamento também revela que 39% disseram ter mais vontade de votar em Lula por causa do aumento das tarifas americanas. Já 30% afirmaram que se aproximaram mais de Flávio Bolsonaro (PL).
A pesquisa ouviu 2.004 brasileiros entre os dias 5 e 8 de junho de 2026, por entrevistas presenciais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com 95% de confiança, e está registrada sob o número BR-07661/2026.
Segundo a Quaest, 47% dos entrevistados dizem que Lula representa melhor o discurso de patriotismo e defesa dos interesses do Brasil hoje.
Flávio Bolsonaro aparece com 37%. Outros 10% responderam que nenhum dos dois representa melhor esse discurso, e 6% não souberam ou não responderam.
A Quaest também perguntou sobre quem os eleitores acham que tem razão na discussão das tarifas.
Diante da afirmação de que Lula acusa Flávio Bolsonaro de ter pedido o tarifaço contra o Brasil, enquanto Flávio nega e diz que pediu a Trump para não taxar o país, 47% disseram concordar mais com Lula.
Outros 35% afirmaram concordar mais com Flávio Bolsonaro, e 18% não souberam ou não responderam.
Em outra pergunta, a pesquisa apresentou duas explicações para o motivo das tarifas:
A pesquisa ainda mostrou que 55% dos entrevistados acreditam que as tarifas de Trump vão prejudicar sua vida ou a de sua família. Outros 37% acham que não haverá prejuízo, e 8% não souberam ou não responderam.
Sobre o futuro da decisão de Trump, 49% acreditam que o governo dos EUA vai manter as tarifas, enquanto 35% acham que ele poderá voltar atrás. 16% não souberam ou não responderam.
Para 57% dos brasileiros, está errada a afirmação do governo dos EUA de que a relação comercial com o Brasil seria injusta e prejudicaria empresas americanas. Apenas 21% consideram essa afirmação correta, e 22% não souberam ou não responderam.
Por fim, 48% dos entrevistados já sabiam das possíveis novas taxas americanas sobre produtos brasileiros, enquanto 51% só ficaram sabendo no momento da pesquisa.