Política
Publicado em 29/09/2026, às 11h42 Reprodução/Redes Sociais Eduardo Costa
O empresário paulista Alexandre Ferreira Dias Santini ganhou notoriedade ao expor em uma reportagem do site “PlatôBR” um vasto acervo de mensagens e documentos guardados por ele com o candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL).
Os dois foram sócios em uma franquia de chocolates na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Santini passou de confidente e parceiro de longa data a pivô de uma crise envolvendo o senador e candidato à Presidência.
Da amizade de duas décadas à sociedade na chocolateria
Santini conheceu Flávio Bolsonaro no início dos anos 2000, no Rio de Janeiro, por meio de amigos em comum. Filho de um ex-funcionário da Odebrecht e com histórico no setor de importação e exportação, ele rapidamente se aproximou do clã Bolsonaro, frequentando eventos familiares restritos e viagens de emergência, como quando acompanhou Flávio de carro para Juiz de Fora, em Minas Gerais, no dia do atentado contra Jair Bolsonaro em 2018.
Anos mais tarde, os dois se tornaram sócios na Bolsotini Chocolates e Café Ltda., uma franquia da Kopenhagen que posteriormente viraria alvo de investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro no escândalo das chamadas "rachadinhas".
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Investigações, cobranças e briga judicial
Com o avanço das apurações do Ministério Público, o nome de Santini passou a figurar em relatórios de investigação, onde promotores chegaram a apontá-lo como operador em negócios paralelos. Com o desgaste e o fechamento do ponto comercial, a relação de extrema confiança ruiu e deu lugar a uma guerra aberta.
Santini cobrou judicialmente o senador em uma ação de indenização superior a R$ 1,4 milhão, alegando prejuízos na sociedade e afirmando em juízo que Flávio teria ficado com centenas de milhares de reais em espécie não declarados.
Festinhas privês com garotas de programa
Para pressionar Flávio, o empresário entregou detalhes do que o então amigo fazia quando estava longe da família. Além de contar fatos, Santini mostrou à mulher de Flávio provas das aventuras sexuais em festinhas privês com garotas de programa.
Santini era quem organizava as "festinhas", boa parte delas financiada com dinheiro compartilhado entre os dois desde os tempos da sociedade na loja de chocolates.
Na época, a confusão causada foi tão grande que assombrou a cúpula da campanha de Jair Bolsonaro à reeleição. Os aliados conseguiram evitar que o assunto viesse à tona na campanha, mas não impediu que chegasse à mulher de Flávio.
Santini era paciente do consultório odontológico de Fernanda, em Brasília, e em algumas consultas, aproveitava para enviar recados com cobranças de “acerto de contas” a Flávio Bolsonaro.
O arsenal de segredos e a pressão política
Santini revelou nesta terça-feira (29), faltando menos de uma semana para o primeiro turno das eleições, um robusto arquivo de mensagens e comprovantes de pagamento para pressionar Flávio. O material guardado pelo empresário expõe bastidores sensíveis, incluindo:
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