Política
Publicado em 27/08/2025, às 08h38 Reprodução / Agência Senado e Agência Brasil Yuri Pastori
O consultor e executivo eleitoral Wilson Pedroso fez uma análise política nas suas redes sociais e apontou algumas semelhanças na postura entre os ex-presidentes Fernando Collor de Mello, Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro e que segundo ele não deve ser repetida para 2026.
Collor surfou ruptura e implodiu em legitimidade. Dilma venceu no grito e caiu no desgaste. Bolsonaro repete a equação. A variável muda, a fórmula é a mesma: barulho acelera, teto derruba", escreveu.
Segundo Pedroso, "já existiu selo que foi bilhete premiado. Hoje, o mesmo selo virou âncora que afunda candidatura" ao se referir a posturas que dão engajamento, mas que não garantem governabilidade nos tempos atuais.
O articulista diz que "44% rejeitam Bolsonaro, Tarcísio, 17% e Ratinho Júnior 21%. Rejeição é teto. E teto, sem eleição é cláusula pétrea", ao defender que "o eleitor decisivo está no centro, que rejeita anistia (61%) e não compra vínculo com Trump (69%). A esquerda já apanhou disso quando ignorou a classe média em 2018", pontuou.
Para o estrategista político, "no mapa atual: 12% são bolsonaristas duros, 26% são direita não bolsonarista, do outro lado, a esquerda está consolidada em 30 -35%. Quem unificar sem herdar rejeição leva vantagem". Ele dá a receita para quem sonha com 2026.
1) Montar agenda de gestão (segurança, saúde, economia). 2) Discurso firme sem guerra cultural. 3) Costurar centro e classe média cansada de ruído", analisou.
Pedroso conclui a análise dizendo que "quem insistir no script de 2018 venderá ingresso pra arquibancada vazia. Quem entender que 2026 é sobre governabilidade, não ruptura, vai pautar a política pelos próximos 10 anos".
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