Justiça
por Bernardo Rego
Publicado em 28/07/2026, às 18h35
O casal Larissa Monteiro da Costa e Bruno Lucas Ribeiro da Silva, preso em flagrante acusados de matar o próprio filho recém-nascido logo após o parto, no último sábado (25) no bairro Jardim Primavera, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça nesta terça-feira (28) após audiência de custódia. A informação foi confirmada ao Bnews pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
De acordo com as investigações, a mulher entrou em trabalho de parto durante a madrugada e acionou o pai da criança, que compareceu à residência dela para ajudá-la. Após o nascimento do bebê, a mãe passou mal e foi socorrida por familiares a um hospital da região. No local, profissionais da saúde questionaram sobre o paradeiro do recém nascido e foram informados que a criança estava morta, em um cômodo localizado nos fundos casa da mulher.
Na sequência, os familiares buscaram o corpo do bebê e o levaram para a unidade médica. Conforme apurado, os mesmos não sabiam da gravidez, que foi escondida durante todo seu período gestacional.
Em depoimento colhido ainda no hospital, a mãe da criança, de 22 anos, contou que começou a sentir fortes dores após cair enquanto corria para pegar um ônibus, na noite de quarta-feira, dias antes do parto. Ela disse que já sabia da gravidez havia cerca de dois a três meses.
"Eu pretendia dar a criança ou deixar com ele. Já tinha deixado bem claro que eu não queria o neném", contou a mulher. "A criança saiu com vida. Eu a escutei chorando e pedi ao pai que a retirasse do local. Ele ficou perdido, não sabia o que fazer. Eu disse: "Eu não quero a criança", e ele falou: "Então, eu também não quero", acrescentou Larissa.
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