Política
Publicado em 04/08/2026, às 10h19 - Atualizado às 13h26 Hospital Clériston Andrade - Reprodução/CMFS Redação Bnews
A diretora-geral do Hospital Clériston Andrade (Hgca) em Feira de Santana, Cristiana França, rebateu na última segunda-feira (3) as críticas da oposição sobre o sistema de regulação do governo da Bahia.
Políticos da oposição, entre eles o prefeito de Feira, José Ronaldo (União Brasil), tem se referido a situação das filas em hospitais como "fila da morte". Para Cristina, o termo é uma "crueldade e desrepeito" com os profissionais da saúde.
“Eu fico extremamente triste, quando as pessoas falam em ‘fila da morte’. Isso é de uma crueldade, de um desrespeito a nós profissionais de saúde, porque parece que a gente está lá e pouco se lixando com a vida das pessoas. Quando eu digo a gente é porque eu também trabalhei na regulação”, afirmou a diretora-geral do Hgca durante entrevista ao programa Altos Papos.
No cargo desde fevereiro de 2023, Cristina afirmou que a sobrecarga do sistema de saúde estadual se deve por conta da atenção básica "não funcionar".
“O primeiro critério é gravidade e o segundo é tempo. Quem vai primeiro? Quem está mais grave. Então, às vezes, a população não entende. A regulação qualificou a assistência, que é importante. A base da pirâmide da saúde é a atenção básica e enquanto a atenção básica não funcionar, a gente vai ter hospitais cheios e toda essa confusão que está tendo", disse.
"Fila da morte"
O termo começou a ser utilizado pelo oposição baiana atráves do prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo.
“A Bahia de hoje não deseja apenas que um governador chegue à cidade, assine papéis e esses papéis não saiam do papel. O povo quer resultado. A regulação da Bahia é condenada pelo povo. O próprio povo deu um nome a ela: fila da morte”, disse o gestor municipal durante a convenção que oficializou a candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao governo da Bahia.
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