Política

Rogéria, Michelle e Ana Cristina: rixas e investigações marcam a vida dos amores de Bolsonaro

Bolsonaro envolveu as três mulheres com quem se casou em conflitos políticos que geraram rachas internos e disputas entre parentes  |  Reprodução

Publicado em 12/07/2026, às 16h26   Reprodução   Rebeca Santos

A crise entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o enteado Flávio Bolsonaro representa mais um capítulo do histórico familiar cheio de divisões políticas, rivalidades eleitorais e investigações.

Jair Bolsonaro envolveu as três mulheres com quem se casou em conflitos políticos que geraram rachas internos, disputas entre parentes e apurações sobre supostas irregularidades.

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Agora, o descontentamento de Michelle com o Flávio surge em um momento em que ele busca "brilhar"'.  Michelle deixou a liderança do PL Mulher e demonstra resistência em apoiar a candidatura do enteado, o que pode comprometer o apoio de setores estratégicos como o eleitorado feminino e evangélico.

Um dos episódios mais simbólicos dessa confusão familiar ocorreu em 2000. Já divorciado da vereadora carioca Rogéria, eleita em 1992 e 1996 com o sobrenome do marido , o então deputado federal Bolsonaro decidiu lançar um dos filhos do casal, Carlos, contra a própria mãe.

Com apenas 17 anos, Carlos foi eleito para a Câmara de Vereadores do Rio, cargo que ocupou até dezembro do ano passado. Rogéria não conseguiu a reeleição.

Em seguida, veio o casamento com Ana Cristina Valle, mãe de Jair Renan. Foram anos de ascensão: o casal construiu um patrimônio baseado na aquisição de 14 imóveis ou terrenos, cinco deles pagos em espécie. A união estável durou de 1997 a 2008. Apenas após os holofotes nacionais da eleição de 2018  os negócios do ex-casal passaram a ser investigados.

Durante as apurações das supostas “rachadinhas” de Flávio Bolsonaro, quando era deputado estadual no Rio, Ana Cristina foi peça central. Embora não tenha sido denunciada, ela foi protagonista de um dos núcleos investigados, após a nomeação de dez parentes no gabinete.

O Ministério Público analisou dados bancários da família dela e constatou que, dos R$ 4,8 milhões pagos em salários no período, R$ 4 milhões foram sacados em espécie.

A segunda mulher de Bolsonaro também teve o sigilo bancário quebrado na investigação sobre outra suposta rachadinha, desta vez envolvendo Carlos Bolsonaro. Ana Cristina chegou a ser chefe de gabinete do enteado na Câmara Municipal do Rio.

Em carta enviada a Jair em 2007 e obtida pelo portal Uol em 2022, Ana Cristina desabafa sobre problemas vividos durante o relacionamento. Ela menciona, por exemplo, atritos relacionados a Carlos, demonstrando que Michelle não é a primeira a enfrentar tensões com os filhos do ex-presidente.

“Por dois anos, eu o amei, amparei e socorri todos os seus medos e em troca tive o título de sedutora de menor. Ah, como dói, dói muito, fala para ele que meu amor era sincero e puro”, escreveu.

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