Política

Romário rompe com o PL e declara apoio à oposição do partido de Bolsonaro na disputa pelo Governo do Rio

Após cinco anos no PL, Romário decide apoiar Eduardo Paes na corrida pelo governo do Rio de Janeiro  |  Carlos Moura / Agência Senado

Publicado em 15/08/2026, às 13h30   Carlos Moura / Agência Senado   Cauan Borges

O senador Romário decidiu deixar o PL após cinco anos de filiação e já definiu seu posicionamento para a disputa pelo Governo do Rio de Janeiro. O ex-jogador formalizou o pedido de desfiliação do partido e anunciou apoio à candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao Palácio Guanabara, movimento que altera o cenário político fluminense para as próximas eleições.

Romário afirmou que, por enquanto, permanecerá sem partido e negou a existência de negociações para uma nova filiação. Segundo o senador, a decisão foi construída ao longo dos últimos meses e representa o encerramento de um ciclo político, sem que tenha ocorrido um rompimento pessoal com integrantes do PL.

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Tenho respeito pelo PL e pelas pessoas com quem caminhei nos últimos anos. Foi uma decisão pensada, tomada com tranquilidade e sem qualquer questão pessoal. Entendi que este é o momento de encerrar esse ciclo e seguir um novo caminho. Saio sem briga, sem ressentimento e com respeito por todos”, afirmou.

Romário no Senado Federal Foto: Carlos Moura/Agência Senado
O senador Romário — Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O senador Romário durante sessão da CPI das Apostas — Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Romário enquanto comentarista da CazéTV - Foto: Reprodução / Cazé TV
Romário, senador do RJ pelo PL - Foto: Carlos Moura / Agência Senado

Apesar de deixar a legenda, Romário já escolheu o candidato que pretende apoiar na eleição estadual. Eduardo Paes, atual prefeito do Rio de Janeiro, deverá disputar o governo do estado pelo PSD, enquanto o PL tem Douglas Ruas como nome para a corrida pelo Palácio Guanabara.

Ao justificar o apoio a Paes, Romário afirmou que sua decisão levou em consideração os desafios enfrentados pelo Rio de Janeiro e avaliou que o prefeito reúne as melhores condições, em sua visão, para comandar o estado.

Não precisamos concordar em tudo (em relação a Paes). Tenho minhas posições, o Eduardo tem as dele. O que pesa para mim é o Rio. Acredito que ele reúne hoje as melhores condições para governar o estado, construir soluções e enfrentar problemas que se arrastam há muitos anos e que até hoje nenhum governador conseguiu resolver. Minha escolha está feita e vou apoiá-lo publicamente", declarou.

A movimentação também pode ter efeitos sobre os planos políticos de Romário para os próximos anos. Uma pessoa próxima ao senador afirmou ao UOL que a decisão está relacionada à estratégia para as eleições de 2030, quando ele poderá buscar a reeleição ao Senado. 

O PSD aparece como um possível destino, embora pessoas ligadas ao parlamentar afirmem que não houve conversas com integrantes da legenda comandada por Gilberto Kassab. Por enquanto, Romário garante que a prioridade continuará sendo o mandato no Senado. O campeão do mundo foi eleito em 2022 e permanecerá no cargo até fevereiro de 2031.

Partido é uma escolha política. Meu compromisso com o Rio de Janeiro e com as pessoas que me elegeram está acima de qualquer escolha partidária. É isso que vai continuar orientando minhas decisões e o meu trabalho no Senado” afirmou.

⚠️AGORA: Romário deixa o PL após cinco anos e declara apoio a Eduardo Paes na disputa pelo governo do Rio de Janeiro pic.twitter.com/GG5PF1QYy9

— DELATEI (@Delateinews) August 15, 2026

Romário voltou ao Senado após licença

A saída do PL ocorre alguns meses depois de Romário retomar as atividades no Senado. Em abril, o parlamentar reassumiu a cadeira após quatro meses de licença. Durante o afastamento, iniciado em dezembro, o posto foi ocupado pelo suplente Bruno Bonetti (PL-RJ), ligado à família Bolsonaro.

Bonetti votou a favor do projeto conhecido como PL da dosimetria, que previa mudanças nas penas relacionadas aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e beneficiava condenados envolvidos nos episódios, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Romário também esteve no centro de outra discussão neste ano durante a Copa do Mundo. O senador recebeu críticas por conciliar o mandato com a atuação como comentarista da CazéTV e afirmou que abriria mão da remuneração parlamentar durante o período em que estivesse trabalhando na cobertura do torneio.

Em um ofício encaminhado ao Senado, Romário solicitou providências administrativas para que não recebesse o salário referente ao período entre 11 de junho e 19 de julho, correspondente ao intervalo entre o primeiro e o último dia da competição.

Classificação Indicativa: Livre


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