Política

Ronaldo Mansur rompe narrativa de isolamento e manda recado a Jerônimo e ACM Neto

Mansur reafirma independência política do PSOL e critica a gestão do PT, destacando ações contra decisões do governo atual.  |  Daniel Serrano / BNews

Publicado em 24/07/2026, às 17h48 - Atualizado às 17h50   Daniel Serrano / BNews   Daniel Serrano

A Federação PSOL-Rede oficializou, nesta sexta-feira (24), durante convenção partidária realizada no Fiesta Bahia Hotel, no bairro do Itaigara, em Salvador, as candidaturas da legenda para as eleições de outubro. O evento confirmou o nome do presidente estadual do PSOL, Ronaldo Mansur, como candidato ao Governo da Bahia.

Além de Ronaldo Mansur, a chapa conta com Meire Reis (PSOL) para vice-governadora e Delliana Ricelli (Psol) e Marcelo Carvalho (Rede Sustentabilidade) como candidatos ao Senado.

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Em entrevista coletiva, Mansur revelou que o PSOL pretende disputar as eleições com protagonismo, apesar das dificuldades enfrentadas por não integrar as principais estruturas de poder no estado. 

Questionado sobre o desafio de evitar um papel de coadjuvante na disputa em meio à polarização emtre as candidaturas do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), Mansur criticou o espaço destinado ao PSOL nos meios de comunicação e afirmou que a legenda foi "invisibilizada" durante o período de pré-campanha.

"A gente há de convir que não estar na máquina do Estado ou na máquina da Prefeitura, a gente já sai bem atrás, porque nós não fazemos propaganda nos meios de comunicação. Durante todo o processo de pré-campanha, a maioria da imprensa da Bahia não divulgou sequer a existência de uma pré-candidatura do PSOL. Isso influencia diretamente no processo eleitoral e invisibiliza uma candidatura", afirmou.

De acordo com Mansur, a campanha será baseada na mobilização da militância, dos movimentos sociais, sindicais e dos dirigentes partidários espalhados pela capital e pelo interior do estado.

"Nós vamos fazer uma excelente campanha e dessa vez nós vamos pra cima", declarou. 

Mansur ainda descartou a avaliação de que o PSOL estaria isolado politicamente na disputa. De acordo com ele, a decisão de lançar candidaturas próprias foi construída internamente e baseada em um programa político.

"Não existe isolamento. Toda a nossa ação política junto com a Rede é planejada, debatida e discutida internamente. Decidimos coletivamente ter candidatura ao Senado e ao Governo depois de muitos debates. Nós fazemos política baseada em um programa partidário, não em divergências oportunistas", afirmou.

Metas para as eleições para o Legislativo 

Mansur também apresentou as expectativas eleitorais da federação para a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e para a Câmara dos Deputados. Segundo o candidato, a chapa contará com 52 candidatos a deputado estadual e 40 candidatos a deputado federal.

"A nossa expectativa é eleger quatro deputados estaduais e um deputado federal. Vamos fazer uma boa participação nesse processo e colocar política de verdade na Assembleia Legislativa", disse.

Na sequência, o psolista criticou a relação entre o Legislativo estadual e o governo Jerônimo Rodrigues, especialmente em relação à aprovação de operações de crédito.

"Não é admissível que deputados estaduais digam 'sim' a mais de R$ 20 bilhões que o governador pediu. Somando todos os empréstimos que Jerônimo Rodrigues tomou, eles superam os quatro últimos governadores. Nós vamos mudar essa realidade", criticou.

Mansur descarta futura aliança com o PT

Ao ser questionado se as críticas feitas pelo PSOL ao governo petista poderiam representar uma estratégia para uma futura composição política, Ronaldo Mansur descartou qualquer possibilidade de adesão ao grupo liderado pelo PT na Bahia.

O candidato lembrou que o partido apoiou Jerônimo Rodrigues no segundo turno das eleições de 2022, mas ressaltou que manteve independência política desde então.

"Se nós tivéssemos de aderir à gestão do PT, teríamos aderido em 2022. Nós apoiamos o atual governador porque era o menos pior. Isso não significa que achávamos que ele seria as mil maravilhas", afirmou.

"Nós tivemos total independência entrando com ADIs contra a reeleição de Adolfo Menezes, contra a privatização da Embasa, contra a chamada Lei da Bíblia e em tantas outras ações políticas. Nós temos credibilidade para criticar o governo", concluiu.

Classificação Indicativa: Livre


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