Política
Publicado em 28/08/2026, às 09h45 Marcelo Carvalho - BnewsTV Eduardo Costa
Em sabatina realizada pela Rádio Baiana FM (89,3), transmitida simultaneamente nesta sexta-feira (28), o candidato ao Senado, Marcelo Carvalho (Rede), defendeu a manutenção da taxação sobre compras internacionais de pequeno valor, conhecida como "taxa das blusinhas".
Ao ser questionado sobre comércio exterior e pequenos empreendedores, o candidato posicionou-se contra o fim do imposto de importação sobre produtos de até US$ 50.
Primeiro que eu sou extremamente contra a revogação da taxa das blusinhas. E por que eu sou contra? Exatamente para proteger a nossa indústria nacional, para proteger os nossos que produzem aqui dentro, que podem gerar emprego e geram muito emprego e renda para o nosso povo. Ponto", declarou.
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De acordo com Marcelo, as micro e pequenas empresas precisam de salvaguardas e incentivos fiscais para manter o mercado aquecido.
"Uma independência do campo de esquerda que sabe colocar o dedo na ferida, que cobra do presidente que tome atitudes devidas. Nós jogamos fora, na Bahia, 8 mil empregos formais. E nós colocamos esses trabalhadores todos eles na informalidade, que são os instrutores de autoescola", afirmou.
O candidato também defendeu um papel preponderante do Estado sobre riquezas minerais e energéticas, sustentando que o Brasil deve evitar a subserviência geopolítica.
O Brasil não pode ser refém nem dos Estados Unidos, nem da China. Nós temos que proteger o que é nosso. E aí são empresas estatais mesmo. Tem que ser o nosso povo defendendo a nossa água, defendendo os nossos minérios, defendendo o nosso petróleo. Tem que ser do Estado. Aí eu defendo o Estado muito forte nesse setor", declarou.
"Você não pode entregar, por exemplo, as terras raras [...] com o imperialismo norte-americano querendo pressionar o Brasil em diversas pontas econômicas [...] para que o Brasil entregue as suas terras raras", disse.
O candidato fez críticas diretas as instalações da montadora chinesa BYD, no polo industrial de Camaçari, cobrando maior absorção de mão de obra local frente aos benefícios fiscais concedidos pelo poder público.
"A BYD, por exemplo, que está aqui, que recebeu grandes incentivos do governo do estado e do governo federal... Quais foram os empregos gerados para a população baiana? O que eu estou vendo aqui, na verdade, é que vai ter uma grande miscigenação, isso é muito bom, isso faz parte da democracia, porque a quantidade de trabalhadores chineses aqui em Camaçari é gigante. E era para ter gerado emprego para o nosso povo. Era o nosso povo que deveria estar ali", afirmou.
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