Política
Publicado em 17/08/2026, às 04h30 Imagem criada com IA Héber Araújo
Além do presidente, do governador e dos deputados, a Bahia vai eleger dois senadores para um mandato de oitos anos, que serão parte da renovação de 54 das 81 cadeiras da Casa Alta do Congresso Nacional. Entre os nomes postos, quem lidera nas pesquisas a corrida eleitoral são os dois ex-governadores do Estado: Rui Costa e Jaques Wagner.
Além deles, o atual senador Angelo Coronel busca a sua reeleição, após rachar com a base governista e se juntar à oposição, liderada pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. Na disputa ainda estão o ex-ministro do governo Jair Bolsonaro, João Roma, além de candidatos da Federação PSOL/Rede.
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Ao todo, a Bahia possui 8 candidatos ao Senado Federal. Por isso, o BNews preparou uma lista com os nomes dos candidatos à Casa Alta do Congresso. Confira:
Natural do Rio de Janeiro, o senador e ex-governador da Bahia tem 75 anos e já declarou que essa será sua última eleição. O petista começou sua carreira política em 1969 no movimento estudantil, quando cursava engenharia civil na capital fluminense. Perseguido pela ditadura militar, mudou-se para a Bahia, onde participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT).
Foi eleito deputado federal pela primeira vez em 1990, cargo que se reelegeu entre os anos de 1994 e 1998. Em 2000 concorreu a prefeito de Camaçari e em 2002 ao governo da Bahia, mas saiu derrotado. Na primeira gestão Lula comandou o Ministério do Trabalho e a pasta de Relações Institucionais. Só foi eleito ao governo da Bahia em 2006, sendo reeleito para o posto em 2010. Em 2018 foi o candidato mais votado ao Senado Federal da Bahia.
A carreira política de Rui começou ainda em Salvador, participando da fundação do Partido dos Trabalhadores ao lado de Jaques Wagner, mas só foi se eleger pela primeira vez em 2000, quando se tornou vereador de Salvador, cargo que ocupou até 2008. Entre 2007 e 2010 comandou a Secretaria de Relações Institucionais da Bahia na gestão Jaques Wagner, deixando a pasta para eleger-se Deputado Estadual, licenciado-se para assumir a Casa Civil estadual. Em 2014 foi eleito governador da Bahia, se reelegendo em 2018.
Natural da cidade de Coração de Maria, Angelo Coronel ingressou na política em 1988, quando foi eleito prefeito da cidade natal, sendo o segundo da família a assumir o posto, o primeiro foi seu avô. Em 1994 foi eleito deputado estadual, e na disputa a reeleição acabou como primeiro suplente do Partido Liberal.
Seu retorno à Assembleia Legislativa da Bahia ocorreu de fato em 2010, chegando a liderar a Casa em 2017. Em 2018 foi eleito senador.
Natural de Recife, a carreira política de João Roma recebeu a influência da carreira política ainda em casa, visto que seu avô foi deputado federal por Pernambuco de 1959 a 1971. Ainda em Pernambuco, atuou como assessor do governo de Pernambuco entre 1991 e 1994, posteriormente se mudando para Brasília onde assessorou o Ministério da Administração de 1995 a 1998.
Chegou a Bahia no início dos anos 2000, ao comandar o escritório da Agência Nacional do Petróleo (ANP) em Salvador. Já nos anos 2010 chefiou o gabinete da Prefeitura de Salvador na gestão de ACM Neto. Em 2018 deixou o posto para disputar a eleição para deputado federal da Bahia. Já em 2021, assumiu o cargo de ministro da Cidadania na gestão Jair Bolsonaro e em 2022 disputou o governo da Bahia, terminando em terceiro lugar.
Natural de Minas Gerais, mas criado em Ilhéus e candidato ao senado pela Federação PSOL/Rede, é dirigente sindical e presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT) na Bahia e porta-voz do partido Rede Sustentabilidade no Estado. Já concorreu a vereador de Salvador em 2020 e em 2024, quando foi eleito como suplente da Câmara Municipal.
Natural de Ubaitaba, atua como professora de ensino médio, tendo formação em filosofia e mestrado em Letras. Em 2024 disputou, pela primeira vez, uma eleição, concorrendo a vaga de vereadora da cidade de Itabuna. A carreira política dela, no entanto, começou na direção estadual do partido, onde atuou na secretária geral do PSOL de Itabuna e foi fundadora, além de coordenar o Movimento Popular (R)existir.