Política

“Sempre estivemos abertos ao diálogo”, diz Lula após aceno de Trump

Tensão entre países aumentou com a proximidade da entreda em vigor do tarifaço  |  Ricardo Stuckert / PR

Publicado em 01/08/2025, às 20h33   Ricardo Stuckert / PR   Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu à sinalização de Donald Trump sobre uma conversa sobre as tarifas de 50% impostas aos produtos brasileiros nos Estados Unidos. 

Na tarde desta sexta-feira (1º), o presidente norte-americano afirmou que Lula pode falar com ele “quando quiser”, ao ser questionado sobre a possibilidade de diálogo com o chefe do Executivo brasileiro.

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“Sempre estivemos abertos ao diálogo. Quem define os rumos do Brasil são os brasileiros e suas instituições. Neste momento, estamos trabalhando para proteger a nossa economia, as empresas e nossos trabalhadores, e dar as respostas às medidas tarifárias do governo norte-americano”, publicou o petista nas redes sociais. 

Sempre estivemos abertos ao diálogo. Quem define os rumos do Brasil são os brasileiros e suas instituições. Neste momento, estamos trabalhando para proteger a nossa economia, as empresas e nossos trabalhadores, e dar as respostas às medidas tarifárias do governo norte-americano.

— Lula (@LulaOficial) August 1, 2025

Segundo diplomatas brasileiros ouvidos pelo G1, a fala de Trump foi interpretada como uma sinalização, mas interlocutores do Itamaraty afirmam que uma conversa entre os presidentes exige preparação política e diplomática prévia. 

A declaração acontece em meio ao agravamento da tensão entre os dois países, após Trump anunciar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.

Possibilidade de encontro

Segundo a CNN, existe a possibilidade dos presidentes do Brasil e dos Estados Unidos se reunirem na Assembleia Geral da ONU, que ocorre em Nova York na segunda semana de setembro. De acordo com a publicação, o encontro é uma hipótese admitida pelo Palácio do Planalto.

Na ONU, cabe tradicionalmente ao presidente brasileiro fazer o discurso inaugural dos trabalhos na Assembleia Geral. O líder americano vem imediatamente em seguida.

Ainda que não tenham uma breve reunião de trabalho, é praticamente inevitável que os dois se esbarrem rapidamente.

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