Política
Publicado em 08/09/2026, às 16h00 Washington Costa/MPO Héber Araújo
O senador Carlos Viana (PSD-MG) revelou, nesta terça-feira (8), em suas redes sociais, que pediu que sejam apurados supostos crimes cometidos pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Além disso, o senador também afirmou que protocolou um pedido de prisão preventiva do dirigente da corporação.
Rodrigues foi afastado do comando da PF por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O afastamento é parte de um novo capítulo na crise institucional que se instalou em Brasília. O ministro alegou irregularidades e monitoramentos ilegais promovidos pela PF como principal motivo para o afastamento.
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Horas depois da determinação de Mendonça, o senador mineiro fez protocolou os pedidos, cobrando a apuração criminal imediata, assim como a prisão preventiva. Segundo ele, é necessário saber quem deu a ordem para que a estrutura da PF fosse usada de forma ilegal.
“O diretor-geral da Polícia Federal já foi afastado preventivamente após a revelação do monitoramento de André Mendonça. Agora protocolei representação para *apuração criminal imediata e prisão preventiva, presentes os requisitos legais.* Quero saber *quem deu a ordem, quem executou, quem recebeu os relatórios e para que foram utilizados.*”, disse.
“Se a estrutura de inteligência da Polícia Federal foi usada ilegalmente, *afastamento não encerra o caso. É preciso chegar aos responsáveis.* NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA LEI. NEM QUEM TEM O PODER DE INVESTIGAR”, completou.
🚨 URGENTE — ACABEI DE PEDIR A PRISÃO PREVENTIVA DE ANDREI RODRIGUES.
— Carlos Viana (@carlosaviana) September 8, 2026
O diretor-geral da Polícia Federal já foi afastado preventivamente após a revelação do monitoramento de André Mendonça.
Agora protocolei representação para *apuração criminal imediata e prisão preventiva,…
Para o senador, é necessário que os envolvidos sejam responsabilizados pelos atos, principalmente se houve o monitoramento ilegal de um integrante do Supremo. “Se um diretor da Polícia Federal monitora ilegalmente um ministro do STF, imaginem o que se faz contra os cidadãos comuns e até mesmo contra um senador e uma senadora aqui no Congresso Nacional”, disse ele em coletiva de imprensa.