Política
Publicado em 04/08/2026, às 20h27 - Atualizado às 20h32 Héber Araújo / BNEWS Héber Araújo e Davi Lemos
Representantes do setor produtivo baiano defenderam nesta terça-feira (4) maior participação do empresariado na construção das políticas para o desenvolvimento econômico da Bahia e cobraram compromissos dos candidatos ao Governo do Estado. As declarações aconteceram durante encontro, em Salvador, que reuniu entidades empresariais para ouvir ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT).
Presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Carlos Henrique Passos destacou que o encontro permitiu às entidades apresentar aos candidatos uma pauta com demandas dos diferentes segmentos da economia. “Foi um evento importante, um momento em que as federações que representam os diversos setores econômicos do Estado puderam apresentar uma pauta para os dois pré-candidatos ao governo do Estado”, afirmou.
Segundo Passos, o objetivo é fazer com que as demandas apresentadas sejam consideradas na elaboração dos programas de governo, mas também abrir espaço para a discussão de soluções. “O grande objetivo não só [é] criar um valor para essa pauta, para ser incorporada a um programa de governo, mas, acima de tudo, debater esses temas e construir soluções que possam ajudar a Bahia”, acrescentou.
O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA), Kelsor Fernandes, cobrou que os compromissos apresentados durante o encontro sejam efetivamente colocados em prática. “A expectativa é que eles cumpram as promessas. Que as propostas que eles trouxeram não fiquem no vazio”, declarou. Segundo Fernandes, as entidades também apresentaram aos candidatos “o nosso pensamento, daquilo que a gente espera para a Bahia”.
Já o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), Humberto Miranda, defendeu que o setor produtivo reconheça e reivindique sua importância para a economia estadual. “É um momento também do setor se empoderar da importância que tem o empresário para a economia do Estado, para a geração do emprego, para a geração de renda”, afirmou.
Miranda ressaltou ainda o papel das empresas na geração de recursos que financiam a atuação do poder público. “O empresário brasileiro e baiano é o grande gerador de divisas, inclusive para que as políticas públicas possam ser cumpridas pelos governos”, disse. Para o dirigente, a reunião das principais federações permitiu apresentar “de uma forma muito objetiva” aos candidatos os problemas enfrentados pelo setor produtivo da Bahia.
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