Política

“Sexo oral” faz vereador renunciar ao cargo; entenda

O vereador enfrentava um processo de cassação por suposta quebra de decoro parlamentar e nega as acusações feitas contra ele.  |  Reprodução / Instagram

Publicado em 08/08/2026, às 16h30 - Atualizado às 16h44   Reprodução / Instagram   Redação Bnews

O vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Piraúba, na Zona da Mata de Minas Gerais, Josmar Xavier (PSD) renunciou ao mandato nesta sexta-feira (7), após se tornar alvo de um processo de cassação por suposta quebra de decoro parlamentar. O parlamentar era acusado de assédio, intimidação funcional e abuso da condição de agente político.

Segundo Josmar, a decisão foi motivada pela necessidade de priorizar os cuidados com a própria saúde e o bem-estar de familiares. Em declaração sobre a saída, o agora ex-vereador afirmou que deixa o cargo com a consciência tranquila e destacou sua atuação no Legislativo municipal.

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“Deixo o mandato com a consciência limpa, a serenidade de quem conhece a verdade de seus atos e a certeza de ter trabalhado intensamente pela população de Piraúba”, afirmou.

Processo de cassação foi aberto em junho

O processo contra Josmar Xavier foi instaurado em junho deste ano. O vereador era acusado por servidoras por episódios de assédio, misoginia, intimidação funcional e abuso da condição de agente político.

Entre os relatos estava um comentário atribuído ao vereador sobre uma servidora que realizava tratamento odontológico devido à presença de um dente no palato, conhecido como “céu da boca”. 

Segundo a denúncia, Josmar teria feito uma referência de cunho sexual ao tratamento, afirmando que a característica seria um diferencial da mulher durante a prática de sexo oral.

O documento também relata comentários sobre a aparência física de outra servidora, que teria sido chamada de “boazuda”.

As servidoras dizem que os episódios não seriam casos isolados, mas parte de um suposto padrão de comportamento envolvendo constrangimento, sexualização e intimidação de servidoras da Câmara.

“Não se trata de excessos verbais isolados, de ‘brincadeiras’ de mau gosto ou de meras faltas de urbanidade. Suas ações revelam padrão estável de humilhação pública, sexualização, deslegitimação de liderança feminina e intimidação funcional contra servidoras da Casa Legislativa”, apontava a denúncia.

Vereador nega acusações

Josmar Xavier negou as acusações e afirmou ter sido surpreendido pela denúncia. Durante o processo, também mencionou problemas relacionados à própria saúde e a questões familiares.

Com a renúncia, o processo de cassação perde o objeto em relação à manutenção do mandato, mas os desdobramentos administrativos e eventuais outras medidas relacionadas aos fatos ainda podem depender das autoridades competentes.

A presidente da Câmara, Simone Alvim (União Brasil), havia afirmado que os vereadores estavam alinhados na condução do processo e que a Casa adotaria as medidas consideradas cabíveis diante das acusações.

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