Política

Vereador com péssimo histórico na Câmara é denunciado após dizer que servidora deveria fazer um “sexo oral diferenciado”

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O vereador é acusado de condutas criminosas, misóginas, assédio moral e sexual, intimidação no trabalho e abuso de poder  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Instagram / @camara_pirauba
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 18/06/2026, às 09h38



A Câmara Municipal de Piraúba, na Zona da Mata de Minas Gerais, recebeu uma denúncia formal por quebra de decoro parlamentar contra o vereador Josmar Toledo Xavier, do PSD.

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Câmara Municipal de Piraúba

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O vereador é acusado de condutas criminosas, misóginas, assédio moral e sexual, intimidação no trabalho e abuso de poder.

A representação foi feita pelo advogado Thiago Fernando Miranda Crivellari, marido de uma das supostas vítimas. Os vereadores aprovaram a abertura do processo, que pode resultar na cassação definitiva do mandato dele.

O documento descreve casos de humilhação  e importunação sexual dentro da Câmara. Um dos episódios envolve uma servidora responsável pelos serviços gerais. Segundo a denúncia, o vereador gritou ofensas criminosas de cunho sexual contra ela no recinto da Câmara.

Ele afirmou de forma grosseira e pública que o marido da funcionária não se separava dela porque ela possuía um dente no céu da boca, e por isso ela deveria ter um "sexo oral diferenciado". Na época, ela se preparava para fazer uma cirurgia para retirar o dente.

A denúncia aponta outros dois casos graves que mostram o padrão de comportamento do vereador. Ele é acusado de desrespeitar  a Diretora-Geral da Câmara, desqualificando o trabalho técnico dela, gritando e exercendo pressão psicológica e intimidação no ambiente de trabalho.

A Procuradora da Casa também teria sido alvo de condutas agressivas. O vereador desrespeitava a atuação dela com comentários depreciativos e machistas.

O caso tem mais força porque não depende apenas da palavra do autor da denúncia. A representação inclui depoimentos  e provas materiais de outras pessoas que presenciaram os fatos.

Entre os documentos anexados, está uma Ata Notarial feita em cartório com o depoimento oficial da Procuradora Jurídica da Câmara, Dra. Alessandra Drumond Crivellari. Ela detalhou as agressões verbais e o clima de assédio e medo que o vereador criava para as mulheres no local. Há ainda depoimentos de outras seis testemunhas, além de transcrições de mensagens de áudio e texto de aplicativos que reforçam a denúncia.

Após receber o documento, a Mesa Diretora convocou uma sessão extraordinária e abriu o processo por meio da Portaria nº 34/2026, assinada pela presidente Simone dos Santos Pereira Alvim. 

Classificação Indicativa: Livre

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