Política

Site repudia divulgação de celular de jornalista por Ciro Nogueira após matéria sobre propina do PCC

Ciro Nogueira responde a acusações de receber dinheiro do PCC e classifica ICL Notícias como 'milícia digital'  |  Marcelo Camargo / Agência Brasil

Publicado em 01/09/2025, às 11h22   Marcelo Camargo / Agência Brasil   Redação Bnews

O portal ICL Notícias repudiou a divulgação pública do número de celular do jornalista Flávio VM Costa pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) após questionamentos do repórter para a reportagem “Acusados pela PF de chefiar esquema do PCC enviaram propina em dinheiro a Ciro Nogueira, diz testemunha“

Segundo o site, o parlamentar respondeu aos questionamentos enviados pelo jornalista de forma desrespeitosa. De acordo com o ILC, "as ofensas são incompatíveis com a função pública que exerce" e a divulgação do número de celular do repórter "o torna responsável pelas consequências que advirem de tal ato".

"Enquanto classifica a liberdade de imprensa como valor fundamental, Ciro Nogueira ofende o veículo que o procurou para cumprir uma regra de ouro do jornalismo, classificando-o como 'site de pistolagem da esquerda contra seus adversários' e 'uma espécie de milícia digital' ", diz a publicação. Nogueira ainda acusou o site de promover “gravíssimas e desleais calúnias”.

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Entenda o caso

Uma fonte anônima entrevistada pelo ICL Notícias afirmou que Nogueira teria recebido uma sacola de papelão com dinheiro em espécie enviada por dois líderes ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”.

De acordo com a fonte foi o próprio Beto Louco quem confirmou a entrega da sacola com dinheiro ao senador, que teria ocorrido dentro do gabinete dele no Senado, no ano passado. A informação foi formalizada em depoimento à Polícia Federal (PF). 

O senador protocolou, no último domingo (31), um ofício encaminhado ao ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, em que nega qualquer relação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e pede investigação imediata da PF.

Nogueira diz no documento, que “essas pessoas jamais estiveram em meu gabinete” e que “por jamais ter tido proximidade de qualquer espécie, e portanto nunca poderia ter advogado em benefício delas (…) é absolutamente mentirosa” a possibilidade de favorecimento financeiro.

“Solicito à Polícia Federal que solicite os registros de entrada em meu gabinete no ano citado ou em qualquer ano, e que requeira as imagens e os registros de entrada na sede ou nos escritórios dessas pessoas”, escreveu. 

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