Política

"Somos contra o tarifaço", diz Raíssa Soares

Raíssa rebateu a tese de que a decisão teria sido motivada pela influência da família Bolsonaro  |  Reprodução - Youtube

Publicado em 08/07/2026, às 13h25   Reprodução - Youtube   Redação

A pré-candidata a deputada federal Raissa Soares (PL) criticou, nesta quarta-feira (8), o aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, mas afirmou que a medida não teve relação com a atuação da família Bolsonaro e defendeu que o governo brasileiro deveria ter intensificado as negociações diplomáticas com o presidente norte-americano, Donald Trump.

Durante entrevista ao programa Giro Baiana, da rádio Baiana FM (89,3), Raissa disse ser contrária ao chamado "tarifaço" por considerar que a medida prejudica a economia nacional, as exportações e o câmbio.

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Apesar das críticas aos impactos econômicos, a pré-candidata afirmou que as tarifas fazem parte de uma política de Estado dos Estados Unidos e ressaltou que medidas semelhantes também foram adotadas contra outros países.

"É claro que a gente é contra um tarifaço que vai prejudicar a economia brasileira, que vai prejudicar as exportações, que vai prejudicar o câmbio financeiro do país. Mas, na mesma época em que os Estados Unidos fizeram o tarifaço ao Brasil, eles estavam fazendo a outros países", afirmou.

Raissa também rebateu a tese de que a decisão teria sido motivada pela influência da família Bolsonaro. Segundo ela, Donald Trump agiu para defender os interesses econômicos dos Estados Unidos.

"Donald Trump fez isso para defender o seu país, ele estava defendendo a economia americana. Eles não fazem isso pela família Bolsonaro. Essa foi uma força que Eduardo Bolsonaro não tem. Flávio Bolsonaro não tem essa força", declarou.

A pré-candidata argumentou ainda que caberia ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva conduzir negociações para minimizar os impactos das tarifas.

"Mas o Lula, como presidente da República, poderia estar conversando para dizer: 'Olha, economicamente eu vou trazer o que prejudica os Estados Unidos, então eu te melhoro aqui, você melhora aqui'. São negociações", disse.

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