Política

STF entra em consenso e abole revista íntima vexatória em presídios; saiba detalhes

Com a nova decisão, provas obtidas por meio da revista íntima vexatória serão consideradas ilícitas, promovendo mais dignidade aos visitantes  |  Gustavo Moreno/STF

Publicado em 02/04/2025, às 16h36   Gustavo Moreno/STF   Maurício Viana

Os onze ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram em consenso nesta quarta-feira (2), pelo fim da revista íntima vexatória. Foram também estabelecidas regras para garantir a segurança durante visitas em presídios.

A nova tese foi apresentada à corte nesta tarde. O presidente do supremo, Luís Roberto Barroso, declarou ser "inadmissível a revista íntima vexatória com desnudamento ou exames invasivos com finalidade de causar humilhação".

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As provas obtidas dessa maneiras passam a partir de agora a serem consideradas ilícitas. Estados e municípios terão o equivalente a dois anos para adquirir e instalar equipamentos de raio-x, detectores de metais e scanners.

Os aparelhos irão substituir o atual modelo de revista. Porém, caso não seja possível que o procedimento seja realizado, o visitante terá que consentir com a revista íntima, que deverá ser feita por um profissional de saúde apenas em maiores de idade e em local adequado.

Caso não possa ser realizada a checagem íntima, o presídio terá a autoridade de negar a visita caso hajam indícios de que a pessoa está tentando adentrar o local com objetos ilícitos, como drogas e armas.

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