Política
Publicado em 07/06/2026, às 14h52 Waldemir Barreto/Agência Senado Héber Araújo
O Tribunal de Contas da União determinou o arquivamento do requerimento protocolado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que pedia a investigação de uma empresa citada em inquérito da Polícia Federal sobre irregularidades no Ministério da Educação.
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A empresa citada, Life Tecnologia Educacional, pertencia a ex-nora do presidente Lula (PT), Carla Ariane Trindade. No requerimento do pré-candidato a presidente da República é questionada a destinação de recursos públicos federais que, supostamente, favoreceram a empresa da ex-nora do petista.
Ao analisar o recurso apresentado pelo senador, o TCU entendeu que não há elementos suficientes para embasar a abertura de uma investigação própria sobre o caso. Ainda conforme a corte, o pedido de Flávio se baseia em matérias jornalísticas.
“A peça inicial não apresenta indícios mínimos suficientes de irregularidade ou ilegalidade, pois se fundamenta essencialmente em matérias jornalísticas, desacompanhadas de documentos aptos a individualizar fatos, identificar procedimentos licitatórios ou contratos específicos e delimitar eventuais responsabilidades”, aponta o TCU.
Apesar do arquivamento da solicitação do senador, a Polícia Federal continua investigação. Os investigadores analisam uma suposta facilitação para a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A PF apontou ainda que Carla teria usado o nome do ex-sogro para ser recebida pelo MEC, na época comandada por Camilo Santana.