Política

TSE deve manter suspensão de pesquisa, avalia entorno de Nunes Marques

Pessoas próximas ao presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, entende que maioria da Corte deve manter suspensão de pesquisa AtlasIntel  |  Rosinei Coutinho/STF/Arquivo

Publicado em 08/06/2026, às 17h47   Rosinei Coutinho/STF/Arquivo   Davi Lemos

O entorno do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, avalia que há maioria na Corte para manter a liminar que suspendeu a divulgação de uma pesquisa do Instituto AtlasIntel sobre a disputa presidencial. O levantamento indicava queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL) e foi questionado pelo partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A ação foi apresentada pelo PL, que argumentou haver direcionamento nas perguntas do estudo após a repercussão de um áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo interlocutores do tribunal, a expectativa é que o tema seja levado ao plenário do TSE ainda nesta terça-feira.

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Nos bastidores da Corte, a avaliação é de que a suspensão possui efeito prático limitado, já que os dados já haviam sido divulgados. Ainda assim, o julgamento é visto como relevante para estabelecer um parâmetro aos institutos de pesquisa em um cenário eleitoral considerado competitivo, reforçando a necessidade de seguir padrões metodológicos adotados tradicionalmente.

Na decisão liminar, Nunes Marques apontou indícios de possível influência indevida nas respostas dos entrevistados, citando a divulgação do áudio relacionado à investigação do Banco Master. O ministro também observou que outras 27 pesquisas da AtlasIntel não utilizaram perguntas semelhantes nem incluíram conteúdos do mesmo tipo.

Em nota, a AtlasIntel afirmou respeitar a decisão do magistrado e negou manipulação dos dados. “A empresa mantém absoluto respeito às instituições e está colaborando integralmente com a Justiça Eleitoral, fornecendo todos os esclarecimentos e informações metodológicas solicitados sobre o estudo. Estamos tranquilos e confiantes de que a situação será devidamente esclarecida a partir da análise técnica dos fatos e da metodologia empregada e confiamos no colegiado do TSE para afirmar a robustez técnica e a legalidade do estudo”, informou o instituto.

Classificação Indicativa: Livre


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