Política
Publicado em 04/08/2026, às 16h18 Andressa Anholete/Agência Senado Daniel Serrano
A federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), decidiu nesta terça-feira (4) não apoiar a candidatura do deputado estadual Douglas Ruas (PL) ao Governo do Rio de Janeiro.
Em convenção estadual, os dois partidos optaram pela neutralidade na eleição pelo Executivo fluminense. A decisão foi tomada a um dia do fim do prazo para as convenções partidárias, que se encerra nesta quarta-feira (5).
O movimento representa mais um duro golpe para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do partido à Presidência da República e principal fiador da candidatura de Douglas Ruas. O Rio de Janeiro é considerado o principal reduto eleitoral da família Bolsonaro, que tratava a aliança com União Brasil e PP como estratégica para fortalecer o palanque estadual e impulsionar a campanha presidencial.
Sem o apoio da federação, a tendência é que o PL confirme uma chapa formada exclusivamente por filiados do partido. O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) vem sendo cotado para disputar a segunda vaga ao Senado ao lado de Carlos Portinho (PL-RJ), que vai tentar a reeleição. Para a vice-governadoria, o nome mais cotado é o da vereadora de Niterói Fernanda Louback (PL).
A decisão da União Progressista, de acordo com o site Metrópoles, amplia a crise enfrentada pela campanha de Douglas Ruas, que perdeu dois importantes aliados.
O primeiro foi o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP), que havia sido anunciado em fevereiro como candidato a vice-governador, mas desistiu da disputa. Na segunda-feira (3), foi a vez do ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil), indicado para disputar uma vaga ao Senado pela federação, abandonar o projeto para concorrer uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Até a semana passada, o PL ainda demonstrava confiança na manutenção da aliança. O presidente estadual da legenda, deputado Altineu Côrtes, chegou a afirmar que havia recebido garantias de que União Brasil e PP permaneceriam na coligação.
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