Política
Publicado em 28/03/2025, às 18h32 - Atualizado às 18h36 Reprodução/Imagem anexada ao processo Henrique Brinco
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a cabeleireira baiana Débora Rodrigues, presa por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, cumpra prisão domiciliar. A mulher é natural de Irecê, no centro norte baiano.
A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se manifestou contra a liberdade provisória, mas favorável à mudança de regime.
O procurador-geral Paulo Gonet argumentou que a Polícia Federal já concluiu as investigações e que o julgamento da acusada foi suspenso sem previsão de retomada. Além disso, defendeu a prisão domiciliar com base na proteção à maternidade e no melhor interesse do menor.
Moraes e o ministro Flávio Dino já votaram pela condenação a 14 anos de prisão, além de multa de R$ 50 mil e indenização de R$ 30 milhões. O julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Luiz Fux, que discorda da pena.
Débora responde pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada.