Política
Publicado em 13/09/2026, às 10h32 - Atualizado às 11h06 Foto: Antonio Augusto/STF Héber Araújo
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, retirou, neste domingo (13), o sigilo dos documentos envolvendo o Caso Dark Horse. As investigações apuram repasses de verbas públicas para o filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A investigação aponta uma suposta organização criminosa de desvio de verbas públicas para que o longa-metragem sobre o ex-presidente, intitulado Dark Horse, receba os recursos. Na última sexta-feira (11), houveram novas diligências da Polícia Federal sobre o caso, onde o principal investigado foi o deputado e ex-ator, Mário Frias (PL).
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Por ordem de Dino, o parlamentar foi proibido de deixar o Brasil enquanto o caso for investigado. Frias participou ativamente da produção, contribuindo com o roteiro e a produção do filme.
Ao todo são mais de 5 mil documentos que tiveram seu sigilo derrubado. Conforme alegou o magistrado na decisão, é preciso prevenir os “vazamentos seletivos”.
“Aparentemente essa diretriz deriva da ideia de a publicidade prevenir ‘vazamentos seletivos’, que de fato constituem grave vício a ser combatido. Tais vazamentos seletivos quebram a imparcialidade na condução da investigação criminal e do processo penal, na medida em que a autoridade estatal passa a escolher alvos, de acordo com amizades e inimizades, ou outros interesses ilegítimos, tais como ‘agradar’ detentores de poder econômico ou político, alimentar passeatas e outros ‘espetáculos’, ou mesmo gerar ganhos financeiros”, diz um trecho da decisão.
Também investigada pelo caso, a produtora Karina Gama afirmou, em entrevista para a CNN Brasil, que nunca houve emendas parlamentares destinadas para o filme Dark Horse. Na declaração, ela ainda cita que Mário Frias só enviou emendas parlamentares para projetos sociais que são ligados a ela.
"Não existe emenda para Dark Horse. Nunca foi feito um projeto público para o Dark Horse, nunca foi captada nenhuma verba pública para este filme. Emendas do Mário destinada em 2023, que só foi paga em 2025, para o projeto 'Lutando pela Vida' que é um projeto de artes marciais para crianças. E houve outra emenda que foi destinada a um projeto de jovens empreendedores", declarou.
A PF, por sua vez, já havia identificado esses repasses para projetos sociais, mas apontou uma estranha coincidência entre os repasses feitos pelas emendas às ONGs e os valores investidos no filme. Conforme relatórios da PF, os mesmos valores das emendas haviam sido aplicados na produção.
Matéria em atualização*