Política
Publicado em 19/11/2025, às 17h31 Imagem gerada por IA Carolina Papa
O vereador de Salvador, Anderson Ninho (PDT), defendeu a inclusão da Bíblia como recurso paradidático em escolas públicas e privadas da capital baiana. O posicionamento do edil ocorre após integrantes da bancada de oposição na Câmara Municipal se manifestarem contra o uso do livro no ambiente escolar.
Através de um vídeo no Instagram, compartilhado na terça-feira (18), Anderson Ninho afirmou que os discursos contrários à inclusão da Bíblia representam uma tentativa de impedir a “liberdade de expressão”.
“Independente de religião, não tem porque uma pessoa se colocar contra um projeto de lei que garante a Bíblia em todas as escolas do município, garantindo o livre acesso a todos os estudantes que queiram conhecer o seu conteúdo”, disse o pedetista.
As polêmicas em torno do assunto ocorrem após o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), sancionar a lei que autoriza a utilização da Bíblia como material complementar nas disciplinas de História, Literatura, Artes, Filosofia e Ensino Religioso, não possuindo caráter obrigatório e sem substituir conteúdos curriculares.
O projeto de lei foi proposto pelo vereador Kênio Rezende (PRD), pastor da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd). No texto, o religioso alegou que a inserção da Bíblia nas disciplinas possui relevância “histórica, cultural e geográfica”.
“O projeto não prevê obrigatoriedade da explanação da Bíblia nas escolas, apenas a garantia de acesso, logo, isso não fere a laicidade do ambiente escolar. Sou contra literaturas que degradam os valores morais e éticos do indivíduo ou que sejam inadequadas para o propósito da educação e para a faixa de idade dos estudantes, porque isso sim deveria ser combatido por todos”, pontuou.
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