Política
Publicado em 03/09/2026, às 06h26 Divulgação Yuri Pastori
O foco do depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, na semana passada, ao juiz auxiliar do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi a conduta do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. A oitiva não teve a participação da corporação.
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Na ocasião, Vorcaro alegou que os delegados responsáveis pelas tratativas de colaboração premiada não demonstraram interesse em ouvir as suas declarações. O banqueiro também falou como era a relação dele com o comando da corporação.
“O próprio diretor-geral, o Andrei, que viajou para eventos comigo, com namorada, teve ingressos, teve uma relação pretérita a esse caso, especificamente. E aí, depois, os delegados que estão fazendo a colaboração, que estão escutando o que eu tenho para falar, não quiseram escutar, não quiseram fazer”, declarou Vorcaro.
Segundo o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, um delegado em posto de comando na PF teria dito que “o troco não vai tardar” ao ministro do STF André Mendonça, que determinou a quebra de sigilo de conversas entre o colega, Alexandre de Moraes, e Vorcaro. A PF acredita que Mendonça quis desmoralizar Andrei Rodrigues com a sua decisão.
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