Política

Vorcaro disse a Mendonça que PF rejeitou delação para proteger Andrei Rodrigues

Daniel Vorcaro alega que PF rejeitou delação para proteger diretor Andrei Rodrigues  |  Reprodução

Publicado em 02/09/2026, às 16h15 - Atualizado às 16h16   Reprodução   Antonio Dilson Neto

O banqueiro Daniel Vorcaro acusou a Polícia Federal de ter rejeitado uma proposta de delação premiada apresentada por sua defesa para, segundo ele, evitar que informações sobre uma suposta relação com o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, viessem à tona.

A declaração foi feita durante um depoimento sigiloso prestado na semana passada à equipe do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A oitiva foi solicitada pela defesa de Vorcaro, sob a alegação de que ele estaria sofrendo ameaças de policiais federais.

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Segundo informações do Estadão, Vorcaro não apresentou provas das supostas ameaças nem detalhou os episódios que teria sofrido. Procurada pelo jornal, a defesa do banqueiro não se manifestou. A Polícia Federal também não comentou as acusações.

O depoimento ocorreu na quinta-feira (27), mesmo dia em que Vorcaro deveria prestar declarações, por videoconferência, em outro inquérito conduzido pela PF.

A versão oficial para o cancelamento da oitiva foi a ocorrência de problemas técnicos. Segundo o Estadão, porém, enquanto o depoimento à PF era cancelado, uma equipe do gabinete de Mendonça se deslocou até a unidade prisional da Papudinha para ouvir o banqueiro, sob supervisão de um representante da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Acusações contra a PF

Durante a conversa com a equipe de Mendonça, Vorcaro relatou de forma genérica que teria recebido ameaças de policiais federais após ser preso.

Entre os episódios mencionados pelo banqueiro está a transferência dele de um presídio federal de segurança máxima para a carceragem da Superintendência da PF. Vorcaro reclamou, especificamente, de ter sido transportado com os olhos vendados.

Na sequência, afirmou que a PF teria recusado sua proposta de colaboração premiada porque, segundo sua versão, os investigadores buscariam proteger Andrei Rodrigues de eventuais informações que ele pudesse apresentar sobre o diretor.

Vorcaro também afirmou que a PGR teria demonstrado disposição para levar adiante as negociações de colaboração, mas atribuiu à Polícia Federal o fracasso do acordo.

As acusações, contudo, não foram acompanhadas, no depoimento, de provas apresentadas por Vorcaro, segundo o relato divulgado pelo Estadão.

Supremo Tribunal Federal, em Brasília | SCO/STF
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