Política
Publicado em 10/07/2026, às 06h59 Reprodução Rebeca Santos
A Polícia Federal revelou que uma organização criminosa atribuída ao banqueiro Daniel Vorcaro pagava influenciadores digitais para atacar o Banco Central nas redes sociais. As ofertas chegavam a R$ 2 milhões.
A informação consta de decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), assinada na quinta-feira (9), que deflagrou mais uma fase da Operação Compliance Zero.
O ministro autorizou busca e apreensão contra o publicitário Thiago Miranda Silva, apontado pela PF como o principal articulador do esquema.
A operação de propaganda tinha até nome: “Projeto DV” , as iniciais de Daniel Vorcaro.
Segundo a defesa de Miranda, a atuação profissional do publicitário sempre foi pautada pela “legalidade, transparência, respeito às instituições e pelo livre exercício da liberdade de expressão”.
Em nota, o advogado diz que ele não praticou “ato criminoso” e “não participou de condutas voltadas a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros”.
Segundo a PF, o grupo procurava influenciadores e jornalistas com propostas de contrato. O objetivo era publicar conteúdos favoráveis ao Banco Master e questionar a liquidação do banco pelo Banco Central.
Antes de saber do que se tratava, o contratado precisava assinar um acordo de confidencialidade. A multa por quebra de sigilo era de R$ 800 mil.