Política
Publicado em 22/10/2026, às 17h18 Reprodução/Redes Sociais Antonio Dilson Neto
O advogado Willer Tomazse pronunciou nas redes sociais após a divulgação de uma reportagem do Jornal Nacional sobre a descoberta, pela Polícia Federal (PF), de uma sala secreta em um hangar no Aeroporto de Brasília. O espaço, ligado a empresas de táxi aéreo das quais ele é sócio, tinha prateleiras, malas e uma máquina de contar cédulas.
A suspeita dos investigadores é que o local poderia ter sido usado para guardar bens, inclusive dinheiro em espécie. Nenhuma quantia foi encontrada.
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Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira, Tomaz confirmou a existência da sala, mas afirmou que a estrutura é destinada à custódia de valores transportados por empresas especializadas que contratam os serviços de suas companhias de aviação.
Segundo ele, o ambiente conta com porta blindada e equipamentos de segurança por exigência operacional desse tipo de atividade.
Ela existe porque a empresa presta serviço para transportadoras de valores, algumas das maiores do país, com contrato”, declarou o advogado, que também mostrou documentos com nomes de clientes ocultados, sob a justificativa de preservar a segurança das empresas.
Tomaz argumentou que o espaço é compatível com o transporte regular de numerário e afirmou que a própria reportagem registrou a ausência de dinheiro no local.
E o que a PF encontrou lá? Dentro da sala, estantes e uma máquina de contar dinheiro. Nada. Nenhum real”, disse.
Durante o pronunciamento, Tomaz criticou a associação de seu nome ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República e seu amigo. O advogado questionou a divulgação da reportagem a quatro dias do segundo turno e afirmou que o parlamentar não tem relação com suas empresas de aviação ou com as transportadoras de valores atendidas por elas.
A PF esteve no hangar em agosto, virou manchete em outubro, a quatro dias do segundo turno, o nome do Flávio no meio. O Flávio não tem nada a ver com a minha empresa de táxi aéreo”, afirmou.
O advogado também acusou o Jornal Nacional de apresentar suspeitas sem comprovação.
Isso não é investigação, isso é campanha. Eu respondo com documentos, eles com suposições”, declarou.
A sala foi localizada em agosto, após uma denúncia anônima sobre a existência de um espaço oculto no hangar, que já havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão. A estrutura ficava atrás de um painel de madeira e tinha uma porta aparentemente blindada.
A diligência ocorreu no âmbito de uma fase da operação Sem Desconto, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado a fraudes contra aposentados do INSS. Tomaz foi um dos alvos da operação. Em sua residência, os policiais também encontraram uma máquina de contar dinheiro e apreenderam quatro aeronaves ligadas a empresas do advogado.
Além desse caso, Tomaz e Flávio Bolsonaro são investigados em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura suspeitas de lavagem de dinheiro.
A investigação envolve, entre outros elementos, informações extraídas de e-mails que indicariam o cadastro do senador como “usuário master” de uma conta bancária da empresa Alcazar Holdings, pertencente ao advogado.
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