Política
A Polícia Federal (PF) disse que o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto teria recebido até R$ 250 mil por mês em propina. Segundo a investigação, o pagamento era para que ele se omitisse e não fiscalizasse associações suspeitas de tirar dinheiro de aposentadorias e pensões por meio de descontos ilegais.
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Conforme noticiou o portal Metrópoles, a informação consta no primeiro relatório final de 256 páginas da Operação Sem Desconto, apresentado pela corporação ao Supremo Tribunal Federal (STF), na última terça-feira (14). O documento foi enviado ao relator do caso, ministro André Mendonça, e resultou no indiciamento de 48 pessoas.
Além de Stefanutto, que assumiu a presidência do INSS em julho de 2023 por indicação do então ministro da Previdência Carlos Lupi, foram indiciados o ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro Filho, o ex-diretor de Benefícios André Fidelis e o lobista Antonio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Os quatro estão presos preventivamente desde o ano passado.
Stefanutto, Virgílio Antônio e André foram indiciados por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Já Antonio Camilo responderá por lavagem de dinheiro e participação em corrupção passiva.
Segundo as investigações, parte da propina teria sido paga pela Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). O relatório revela ainda que parte dos repasses destinados ao ex-presidente do INSS teria sido feita por meio de empresas de fachada, entre elas uma pizzaria.
O presidente da entidade, Carlos Roberto Ferreira Lopes, que é considerado foragido, foi indiciado pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro qualificada e reiterada e corrupção ativa majorada.
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