Política

PF diz que ex-presidente do INSS teria recebido até R$ 250 mil em propina

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Relatório da Operação Sem Desconto aponta indiciamentos de 48 pessoas, incluindo ex-diretores do INSS e lobistas  |   Bnews - Divulgação Divulgação/PDT
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 15/07/2026, às 08h47



A Polícia Federal (PF) disse que o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto teria recebido até R$ 250 mil por mês em propina. Segundo a investigação, o pagamento era para que ele se omitisse e não fiscalizasse associações suspeitas de tirar dinheiro de aposentadorias e pensões por meio de descontos ilegais.

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Conforme noticiou o portal Metrópoles, a informação consta no primeiro relatório final de 256 páginas da Operação Sem Desconto, apresentado pela corporação ao Supremo Tribunal Federal (STF), na última terça-feira (14). O documento foi enviado ao relator do caso, ministro André Mendonça, e resultou no indiciamento de 48 pessoas.

Além de Stefanutto, que assumiu a presidência do INSS em julho de 2023 por indicação do então ministro da Previdência Carlos Lupi, foram indiciados o ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro Filho, o ex-diretor de Benefícios André Fidelis e o lobista Antonio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Os quatro estão presos preventivamente desde o ano passado.

Stefanutto, Virgílio Antônio e André foram indiciados por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Já Antonio Camilo responderá por lavagem de dinheiro e participação em corrupção passiva.

Segundo as investigações, parte da propina teria sido paga pela Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). O relatório revela ainda que parte dos repasses destinados ao ex-presidente do INSS teria sido feita por meio de empresas de fachada, entre elas uma pizzaria.

O presidente da entidade, Carlos Roberto Ferreira Lopes, que é considerado foragido, foi indiciado pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro qualificada e reiterada e corrupção ativa majorada. 

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