Salvador
Publicado em 17/10/2019, às 13h24 Leitor/BNews Aline Reis
As escolas municipais de Salvador só terão agente de portaria em horário administrativo, ou seja, enquanto estiver em horário de aula, a partir de novembro. Funcionários terceirizados procuraram a redação BNews para relatar a situação. Desde a última quarta-feira (16), os agentes de portaria estão se dirigindo à sede da Braspe – empresa terceirizada – para assinar o documento com a mudança de horários.
De acordo com o denunciante, o prazo para assinatura é até o dia 24 de outubro. “Estamos preocupados já que têm escolas que ficam em bairros que possuem violência aqui em Salvador, poderão ter arrombamentos ou dano ao patrimônio, se isso já acontece com a presença de agentes imagine sem?”, questionou.
Procurado pela reportagem, o secretário municipal da Educação, Bruno Barral, admitiu a mudança no regime de trabalho da categoria nas escolas, antes a cada 12h trabalhadas os agentes podiam folgar 36h e, por isso, também trabalhavam aos finais de semana. “Foram feitos estudos para aproveitar melhor o dinheiro público, será o regime de 44h, ou seja, vão trabalhar 08h todos dias. É um direito da prefeitura fazer esse remanejamento de horas, é uma medida de gestão”.
Questionado sobre as unidades escolares ficarem ‘descobertas’ na madrugada e aos finais de semana, Bruno disse que “não tem sentido ter profissionais se a escola está fechada”. “Fizemos isso para melhorar a eficiência de gastos públicos. Não tem sentido manter profissionais se a escola estará fechada. Vale ressaltar que não tem demissão, apenas remanejamento de horário. Enquanto a escola estiver aberta terá segurança e porteiro”.
Através de nota, a Secretaria Municipal da Educação (SMED) informou que a mudança se trata de uma adequação do horário de trabalho dos agentes de portaria. É importante ressaltar que a função desse profissional é de controle do acesso de pessoas e veículos às escolas, não exercendo papel de vigilância.
A redação fez contato com a Braspe, terceirizada responsável pelos agentes de portaria, que, até o fechamento desta matéria, não se pronunciou sobre o caso.