Entretenimento
por Natane Ramos
Publicado em 01/08/2026, às 17h21
Giovanna Batista Santos, filha do ex-jogador de futebol Vampeta, realizou um forte desabafo afirmando que foi vítima de violência doméstica após ser presa na Flórida, nos Estados Unidos.
Em entrevista à revista Quem, a jovem, de 23 anos, declarou que ficou 24 horas sem receber medicamentos essenciais para o tratamento após um transplante de coração e foi presa acusada de violência doméstica e liberta após o pagamento de uma fiança de US$ 500 (cerca de R$ 2,7 mil na cotação atual).
A jovem revelou que precisou ser hospitalizada após deixar a prisão, permaneceu dois dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e recebeu alta somente neste sábado (1).
Em seu relato, Giovanna revelou que o marido a agrediu durante uma discussão. "Casei-me com meu marido porque o amava e acreditava que estávamos construindo um futuro juntos. Permanecemos casados por aproximadamente dois anos. Durante todo esse período, confiei plenamente nele e jamais imaginei que nosso relacionamento terminaria da forma como terminou. Olhando para trás, hoje acredito que ele pode ter se casado comigo principalmente para obter benefícios imigratórios, e não porque realmente desejava construir uma vida ao meu lado", relatou.
A tosadora contou que a discussão ocorreu após o marido declarar que iria dormir "de conchinha". "Embora eu tenha ficado extremamente desconfortável com essa situação, decidi evitar uma discussão e fui me deitar. Na manhã seguinte, ao conversarmos sobre o ocorrido da noite anterior, a situação evoluiu para uma discussão", afirmou.
"Meu marido aproximou-se de forma extremamente intimidante, ficando com o rosto muito próximo ao meu, apontando os dedos para mim e fazendo ameaças. Senti-me intimidada e com medo da situação", declarou.
A filha de Vampeta afirmou que pediu para que o marido deixasse o apartamento, mas foi empurrada por ele. "Ele me empurrou contra a porta. Assustada com a agressão, eu o empurrei de volta na tentativa de me afastar e me proteger. Imediatamente depois, ele me agarrou, me encurralou, me jogou no sofá, me imobilizou e passou a me agredir fisicamente. Em consequência de suas agressões, fiquei com diversos hematomas pelo corpo", relatou.
Além do episódio de violência, Giovanna revelou que não recebeu o medicamento enquanto estava detida. "Enquanto estava detida, informei repetidamente aos funcionários da unidade prisional que sou transplantada do coração e que faço uso contínuo de medicamentos antirrejeição indispensáveis para manter o órgão transplantado, além de medicamentos para controlar a pressão arterial. Apesar de terem sido informados sobre minha grave condição de saúde, não me forneceram os medicamentos prescritos durante as aproximadamente 24 horas em que permaneci sob custódia", comentou.
Giovanna declarou que seu marido teria tomado seus documentos e o apartamento onde vivia. "Meu marido também reteve meus passaportes, deixando-me sem acesso aos meus documentos pessoais de identificação e de viagem. Toda essa experiência me causou profundo sofrimento físico e emocional. Perdi minha sensação de segurança, meu lar, meus pertences, e minha saúde foi colocada em risco porque fui privada dos medicamentos essenciais para minha sobrevivência. Acredito que fui vítima de violência doméstica e peço que meu relato seja integralmente investigado, incluindo as circunstâncias que envolveram o nosso casamento e minha convicção de que meu marido se casou comigo principalmente para obter benefícios imigratórios", concluiu.
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