Salvador
Publicado em 22/11/2024, às 07h08 Foto: Divulgação Redação Bnews
Uma funcionária do Banco Bradesco será indenizada pela instituição após ter sido discriminada por ser mulher. Ela irá receber uma indenização de R$ 30 mil por decisão do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) homologada nesta quinta-feira (21). O caso ocorreu em uma agência de Salvador.
Segundo informa o tribunal, a trabalhadora foi chamada de "Smurfette" pelo gerente-geral da unidade que fazia "brincadeiras" com as mulheres que trabalhavam na agência, inclusive sugerindo aplicar injeções de anticoncepcional nas colaboradoras.
A vítima também conta que foi demitida enquanto estava grávida e era obrigada a ouvir que o marido estava traindo-a. Na justiça, ela pediu o reconhecimento do período onde teria estabilidade na gravidez e também solicitou indenização por danos morais e pelas ofensas que sofreu.
O caso foi julgado pela 20ª Vara do Trabalho de Salvador e a juíza Alice Pires garantiu o direito a estabilidade das vítima, pois ela já estava grávida antes do fim do contrato.
Segundo o portal G1, o TRT informou em nota que o Bradesco recorreu a decisão, mas o desembargador Edilton Meireles manteve a sentença, já que a funcionária comprovou por meio de exames que era gestante de seis semanas quando ocorreu a demissão.
O TRT completa dizendo que a decisão ainda cabe recurso.
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