Salvador

Comerciante da Praia do Buracão, em Salvador, revela preocupação com sombreamento e recebe apoio de ativistas ambientais

Comerciantes, ativistas e moradores, da região da Praia do Buracão, participaram do lançamento da campanha “Sombreamento Zero”  |  Bnews

Publicado em 18/01/2026, às 12h26 - Atualizado às 13h51   Bnews   Gabriel Bacela e Mariana Cedrim

Na manhã deste domingo (18), comerciantes, coletivos ambientais e moradores da região da Praia do Buracão, no bairro do Rio Vermelho, participaram do lançamento da campanha “Sombreamento Zero”, para defender o direito ao sol, à paisagem e ao equilíbrio ambiental nas praias de Salvador.

O comerciante Hugo, que trabalha no local há vinte anos, não escondeu a preocupação com essa movimentação para construção de prédios que pode causar sombra na praia.

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"As pessoas costumam vir à praia para tomar solzinho, beber uma cerveja, água de coco. E a construção dessas torres vai diminuir o nosso trabalho, nosso fluxo de venda. Muita gente até já comentou que vai até deixar de frequentar a praia porque quer tomar o sol. A gente dorme e acorda com essa preocupação."

Além do meio de sobrevivência de muitas pessoas, a luta contra o sombreamento também é em prol do meio ambiente e acaba mobilizando muitos ativistas, como é o caso de Isabel Pérez, que é do Coletivo de Stella Maris e defende a orla do Rio Vermelho.

"Já temos alguma proximidade com o pessoal do SOS Buracão e foi a partir, inclusive, da luta deles que a gente também desenvolveu muitas das nossas lutas lá, com relação ao combate da construção de prédios à beira mar. Lá também estamos ameaçados. Trabalhamos em rede, solidariamente, uns participando dos eventos do outro."

Já Renato, do Coletivo Gambá, destacou a importância desse movimento que afeta vária praias da orla de Salvador. "A gente está vendo que isso está aocntecendo em várias praias, como o Buracão e Stella Maris, além de outros lugares, onde estão sendo construídos prédios bem altos. Então, o Sombreamento Zero, tem esse sentido de proteção desse patrimônio ambiental que é do país, é de todo mundo e que não pode ser privatizado."

Classificação Indicativa: Livre


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