Salvador
Publicado em 27/06/2026, às 10h06 Reprodução/@stelladigitall Redação Bnews
Instalado em dezembro do ano passado, o posto do Salvamar em Stella Maris passou a chamar a atenção de moradores da região por uma movimentação estranha nas últimas semanas. Os relatos dão conta de pessoas entrando e saindo do equipamento com objetos e depois até o fechando com cadeado.
O equipamento foi entregue pela prefeitura de Salvador no final de dezembro com outros 11 postos em praias como Boca do Rio, Corsário, Patamares, Jaguaribe e Itapuã. A intenção era reforçar o salvamento marítimo na capital baiana com os novos postos que substituíram as estruturas em madeira, grande parte já deterioradas.
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Procurada pela reportagem do BNews, a Salvamar informou que tratava-se de uma mulher em situação de rua que estava utilizando o espaço para se alojar. Em um dos registros, é possível ver objetos pessoais dela e materiais de limpeza.
Ainda segundo a Salvamar, a Guarda Civil Municipal esteve no local no último dia 17 de junho, desocupou o equipamento e trocou o cadeado. Questionada se o posto não estava sendo utilizado, a equipe de salvamento marítimo informou que todos os equipamentos entregues já estão sendo utilizados, mas a ativação diária dos postos depende das prioridades no momento.
A ocupação ou uso irregular de postos da Salvamar não é um caso isolado em Stella Maris. A ocorrência é registrada também em outros distribuídos pela orla de Salvador, especialmente no trecho entre Jardim de Alah e Piatã. Segundo o coordenador da Salvamar, Kailane Dantas, desde a entrega desses novos equipamentos, no final de dezembro, até agora, mais de 20 cadeados foram trocados para impedir a entrada de terceiros.
“Infelizmente, o vandalismo contra postos da Salvamar não é algo novo. Eles arrombam, quebram cadeados, usam o espaço e vandalizam um equipamento que é muito importante para a cidade”, relata o coordenador.
Nas redes sociais, moradores também relatam testemunhas desse tipo de episódio. “O quiosque do Salvamar virou pousada pé na areia, absurdo”, escreve um dos moradores. Enquanto outros comparavam aos quiosques erguidos na nova orla de Salvador, em Pituaçu: “Os quiosques já servem de moradia, agora são os postos do salvamar”, disse.
Mas, ainda de acordo com relatos de moradores, não é apenas para moradia que os postos estão sendo usados. “Virou motel”, escreveu um deles.
“Fui caminhar esses dias e tinha um casal neste mesmo lugar com movimentos suspeitos. nesta região agora se tornou comum vários casais, porque está escuro e sem iluminação”, complementou outro.
A reportagem entrou em contato com a Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal e aguarda o retorno para mais informações sobre as ocorrências relacionadas ao equipamento.
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