Salvador
Publicado em 16/01/2025, às 14h50 Andrêzza Moura e Alex Torres
Se para muita gente a tradicional Lavagem do Senhor do Bonfim, que acontece sempre na segunda quinta-feira de janeiro, em Salvador, é um dia voltado à devoção ao santo e para curtir a festa com amigos e familiares, para outros é a oportunidade de garantir uma grana extra.
São comerciantes, de todas as partes da cidade, vendedores ambulantes, taxitas, motoristas por aplicativos e mototaxistas, que aproveitam o vai e vem de baianos e turistas, pelas ruas da cidade baixa, em direção à Colina Sagrada.
Um desses trabalhadores é o motaxista Guilherme dos Santos Ferreira, de 19 anos, que chegou cedo na festa, na tentiva de conseguir levar para casa um 'trocado' a mais. "A gente está na correrria do dia a dia tentado levar o pão de cada dia para dentro de casa. Hoje, a gente só tem a agradecer o movimento aí. Está tudo lindo, tudo bonito", avaliou ele, revelando que o movimento deve melhor a partir do início da noite. "A gente vai vencer hoje, em nome de Jesus", concluiu.
Quem também tem aproveitado a lavagem para faturar é o mototaxista Uelisson Aragão, 25. Assim como Guilherme, ele tem acredita que a procura por seus serviços só deve aumentar, no final da tarde. "Rapaz, até o momento, não está dando, não. Mas, daqui para mais tarde, é certo.
Pela terceira vez trabalhando na Lavagem do Bonfim, Guilherme aponta a grande concorrência como motivo para a baixa procura por viagens, no entanto, tem a esperaça de conseguir juntar uma boa grana, na festa. "Está mais fraco, que o ano passado, porque está tendo muita moto, muita concorrência. Daqui para umas 6, 7 horas, aí vai estar todo mundo cansado e vai começar a nos procurar", declarou o rapaz, afirmando que, se o movimento melhorar, vai conseguir fazer entre R$500 e R$600 de lucro.
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