Salvador

Padrinho de jovem da Bamor morto no dia do Ba-Vi relembra conselho ao afilhado: "Você morre e a torcida fica"

Padrinho de Lucas, Ueslei Reis cobrou das autoridades que o caso seja elucidado  |  Montagem BNews | Reprodução | Instagram @eusouuesleireis

Publicado em 25/08/2026, às 13h32   Montagem BNews | Reprodução | Instagram @eusouuesleireis   Bernardo Rego e Lucas Pacheco

O padrinho do jovem Lucas dos Reis Bomfim, de 19 anos, que morreu após ataques promovidos por torcidas organizadas no último domingo (23), horas antes do clássico Ba-Vi que aconteceu no Barradão, falou com a equipe do Bnews sobre quem era o seu afilhado e os conselhos que deu para ele repensar a participação em torcida organizada. Lucas foi sepultado nesta terça-feira (25) no Cemitério Bosque da Paz, em Salvador.

Ueslei Reis disse que o seu afilhado era um jovem sonhador e tinha objetivos na vida e um deles era tirar a carteira de habilitação. Ele lamentou a morte do jovem e disse que ninguém tem o direito de tirar a vida do outro. "Lucas não merecia ter esse esse esse fim trágico da forma que foi", desabafou.

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Ueslei contou ainda que Lucas estava na casa da mãe, mas que iria buscar umas coisas na casa do pai e, na sequência, voltaria para assistir ao Ba-Vi. "No domingo por volta de meio dia eu volto para a gente assistir o jogo aqui com o meu avô que mora na parte de baixo. E a mãe falou: "Bom, fica aí, rapaz. Fica com a roupa que tem aí". Ele falou: "Não, eu vou pegar a roupa". Ele foi para casa, dormiu em casa. Pela manhã ele recebeu a informação que teria uma reunião da torcida organizada Bamor na sede do quarto distrito que é no bairro de Castelo Branco. Eles se reuniriam ali para fazer uma feijoada, tal, e consequentemente assistiriam o jogo lá", contou Ueslei.

O padrinho de Lucas detalhou ainda que o grupo ficou sabendo de uma situação na Via Regional e se dirigiram até lá onde ficaram na parte de cima quando acabou atingido por um disparo. "Quem efetuou esse disparo? Qual o calibre é que estava no corpo de Lucas? Eu acho que trazendo esses fatos vai ajudar, né, a elucidar esses questionamentos que nós temos. De onde saiu esse disparo?", questionou Ueslei.

O familiar de Lucas contou ainda que as torcidas organizadas não se comportam como antigamente e atualmente os integrantes possuem um comportamento agressivo. "A ideologia é outra. Eu mandei uma mensagem para Lucas: Cuidado com essas questões de torcida organizada porque você morre e a torcida fica", avaliou Ueslei.

Ele fez um apelo para que as autoridades competentes deem uma resposta sobre o caso com a maior brevidade possível e não colocou na conta da Bamor qualquer responsabilidade sobre o ocorrido.

"Nós não sabemos se há resultado da perícia sai amanhã, se vai sair no outro dia, ou se vai ser arquivado, se vai demorar mais um tempo. Eu quero usar esse espaço para pedir à Secretaria de Segurança Pública, os órgãos responsáveis por essa fiscalização, que acelerem esses passos para que a gente possa elucidar os fatos", cobrou.

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