Salvador

Professor de karatê nega racismo e se pronuncia sobre agressão no Candyall Guetho Square: "Desentendimento pontual"

A defesa do professor de karatê promete ações legais contra ofensas e linchamento virtual  |  Reprodução/Redes sociais

Publicado em 09/05/2026, às 11h28   Reprodução/Redes sociais   Mariana Bamberg

O professor de karatê Décio Caribé Castro Júnior se pronunciou, pela primeira vez, após a repercussão da denúncia de racismo envolvendo seu nome. Em nota divulgada por sua defesa, o professor classificou o caso como um “desentendimento pontual” e descartou motivação relacionada à homofobia, racismo ou discriminação. 

O caso envolve o estudante de artes dramáticas Henrique Borges, de 20 anos, que afirma ter sido vítima de agressão e racismo durante um evento no Candyall Guetho Square, em Salvador, no mês de janeiro. Ele teria sido acusado de tentar furtar uma lata de energético em um camarote VIP. O jovem relata ter achado que as bebidas eram gratuitas no camarote, mas acabou sendo chamado de “ladrão” e “vagabundo” pelo professor de karatê. Ainda segundo os relatos de Henrique, minutos depois das ofensas, ele teria sido agredido dentro do banheiro do local com socos no rosto. O caso ganhou repercussão nesta semana, após a divulgação de uma reportagem na revista Piauí. 

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Em nota, a defesa de Dácio nega teor racista no caso e destaca que os primeiros documentos do caso foram lavrados como apuração de lesão corporal, sem indicação inicial de crime racial. “A defesa demonstrará, nos autos, que não houve palavra, gesto, conduta ou motivação de natureza racista ou homofóbica por parte de Décio”, diz a equipe jurídica do professor.

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O ocorrido decorreu de um desentendimento pontual, iniciado após a retirada de bebidas de uso individual sem autorização em área de camarote VIP pago, circunstância que gerou discussão e posterior conflito físico. A defesa reconhece a seriedade de qualquer apuração envolvendo violência, mas repudia, com igual firmeza, a tentativa de transformar, sem prova objetiva de motivação discriminatória, um conflito individual em crime de ódio”, complementa.

Citando um suposto linchamento virtual, a defesa também afirma que tomará as medidas criminais e cíveis cabíveis para responsabilizar autores e replicadores de publicações ofensivas contra Décio nas redes sociais. 

“É importante registrar que Décio é professor de karatê, pai, esposo e membro de família tradicional das artes marciais na Bahia, com trajetória pública construída ao longo de décadas em torno de disciplina, respeito, autocontrole e formação de crianças, jovens e adultos. Essa história não pode ser destruída por julgamentos precipitados, linchamento virtual ou imputações categóricas feitas por pessoas que não conhecem os autos", afirma.

Classificação Indicativa: Livre


TagsKaratêbnewsHenrique borgesDécio caribé castro júnior

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