Salvador
Publicado em 10/05/2025, às 16h10 - Atualizado às 18h15 Dandara Amorim/Bnews Bruna Rocha
Construída para enaltecer a cultura reggae na Bahia, a Praça do Reggae, localizada no bairro Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador, sofre com o abandono. A estrutura carece de pintura, capinação e coleta de lixo, conforme imagens compartilhadas pelo site Aratu On.
Inaugurado em 1999, o espaço já acumula 14 anos sem investimentos do poder público. Durante uma plenária em homenagem ao Dia do Reggae, comemorado neste domingo (11), militantes do movimento solicitaram a inclusão do reggae na agenda cultural da cidade, a criação do projeto "Salvador Cidade Reggae" e outras iniciativas.
A plenária foi realizada na noite da última sexta-feira (9), no Centro de Cultura Vereador Manuel Querino, ao lado da sede da Prefeitura de Salvador. No encontro, representantes do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult) informaram que será elaborado um projeto de lei para atender às demandas apresentadas.
Apesar do anúncio feito na plenária, o Ipac já havia assegurado a elaboração de um projeto de requalificação da praça, com base em uma consulta pública realizada entre os dias 28 de março e 11 de abril. A iniciativa recebeu 167 contribuições de frequentadores, artistas, moradores e entusiastas da cultura reggae, que serviram como referência para o projeto de revitalização desenvolvido pela empresa Land5 Arquitetura e Urbanismo.
O projeto foi contratado em novembro do ano passado, no valor de R$ 159,5 mil. O contrato tem duração de seis meses e se encerra em 11 de junho.
Este é, no entanto, o segundo processo de tentativa de revitalização. Em 2023, o Ipac firmou um contrato com outra empresa para a requalificação da Praça do Reggae, mas o vínculo foi rescindido de forma unilateral em abril de 2024.
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