Saúde
Publicado em 14/05/2025, às 17h11 - Atualizado às 17h13 Divulgação Redação Bnews
Médicos do Shrewsbury and Telford Hospital, no Reino Unido, emitiram um alerta após registrarem três novos casos de fasciíte necrosante na região genital de mulheres, uma infecção bacteriana rara e extremamente agressiva conhecida como “bactéria que come carne”.
O hospital observou um aumento expressivo desses casos: foram 20 diagnósticos entre 2022 e 2024, superando o total dos dez anos anteriores. O crescimento desse tipo de infecção também vem sendo relatado em países da Europa e nos Estados Unidos.
No estudo publicado no BMJ Case Reports, ginecologistas detalham que duas das pacientes chegaram ao pronto-socorro com dor na vulva, enquanto a terceira desenvolveu a infecção após uma cirurgia ginecológica. Uma das pacientes, mesmo após cirurgia e tratamento intensivo, não resistiu à sepse.
Outra precisou de múltiplos procedimentos para remoção de tecido necrosado, mas teve boa recuperação. A terceira sobreviveu após intervenção cirúrgica e uso de antibióticos.
A fasciíte necrosante pode ser provocada por diversas bactérias, como E. coli, Klebsiella, Staphylococcus e Streptococcus do grupo A. Quando atinge a região genital ou perineal, é chamada de Síndrome de Fournier. A infecção se espalha rapidamente, destruindo tecidos profundos e podendo levar à morte em poucos dias se não tratada de forma imediata.
Entre os principais sintomas estão dor intensa, vermelhidão, inchaço, febre, mau cheiro, mal-estar e lesões que escurecem progressivamente. O diagnóstico é difícil, pois pode ser confundido com outras infecções, e o constrangimento com a localização dos sintomas pode atrasar a busca por atendimento médico.
O tratamento exige intervenção médica urgente, com antibióticos intravenosos e, muitas vezes, cirurgia para remoção do tecido afetado.
A doença é mais frequente em pessoas com imunidade comprometida, como diabéticos, pacientes com câncer, alcoolismo ou desnutrição grave.
Entre as causas estão abscessos, feridas, perfurações genitais, infecções urinárias, falta de higiene íntima e procedimentos cirúrgicos ou cosméticos. O diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para aumentar as chances de sobrevivência.
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