Saúde
Publicado em 29/05/2025, às 15h49 Reprodução / Freepik Leonardo Oliveira
Quando o frio chega, é comum ouvirmos que um bom livro e uma xícara quente são a combinação perfeita para os dias gelados. Mas, na prática, o que muita gente realmente deseja é passar o dia beliscando delícias e se aquecendo com comidas reconfortantes. Você já se perguntou por que isso acontece?
O inverno não traz só noites longas e clima seco: ele também mexe com o nosso organismo. O corpo precisa trabalhar mais para manter a temperatura estável, o que aumenta o gasto de energia. Resultado? A fome aparece com força total, especialmente por alimentos mais calóricos e quentinhos.
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Mas será que essa vontade de comer é só física? Ou estamos tentando compensar aquela sensação de tristeza típica dos dias frios? A resposta pode surpreender: além do metabolismo acelerado, a queda na produção de serotonina – o hormônio do bem-estar – faz com que muita gente busque conforto na comida, principalmente em doces e guloseimas.
Entenda a diferença entre fome física e emocional
Nem sempre o apetite que sentimos é sinal de necessidade real do corpo. Muitas vezes, é o chamado “apetite hedônico”, aquela vontade de se presentear com algo gostoso, mesmo sem fome de verdade. O desafio é diferenciar a fome fisiológica, que surge quando o corpo precisa de energia, da fome emocional, que aparece em momentos de estresse, tédio ou tristeza.
Como driblar os excessos e manter a alimentação equilibrada
No inverno, a tentação de exagerar nas guloseimas é grande, mas é possível manter o equilíbrio. Invista em pratos quentes e nutritivos, com vegetais, proteínas e fibras. Prefira bebidas como chás ou chocolate quente com cacau 70%, e varie os vegetais nas refeições para garantir mais nutrientes.
Fontes: UOL com Luciane Osse, médica nutróloga; Mario Carra, médico endocrinologista; e Vera Lucia Morais Antonio de Salvo, nutricionista e pós-doutora em saúde coletiva nos temas Mindfulness e Mindful Eating - Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) - Departamento de Medicina Preventiva.
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