Saúde

Cardiologista Gilson Feitosa Filho define emoção de ascensão à Academia de Medicina no lugar do seu pai

A cerimônia que colocou Gilson Feitosa Filho na Cadeira 36 da Academia de Medicina ocorreu na Faculdade Baiana de Medicina  |  Divulgação

Publicado em 18/06/2024, às 20h29   Divulgação   Alex Torres e Letícia Rastelly

O médico cardiologista Gilson Feitosa Filho conseguiu um feito nunca antes visto na Bahia. Ele passou a ocupar, na noite desta terça-feira (18), a cadeira de número 36 da Academia Baiana de Medicina; mesmo lugar onde seu pai também ocupou e se tornou, em 2023, integrante emérito da instituição, dando lugar a uma disputa que o filho ganhou.

“Uma enorme honra pAra mim poder estar participando, sendo inserido na tão importante Academia de Medicina da Bahia, uma instituição que busca incentivar a pesquisa, incentivar a ciência médica e, pra mim, estar ingressando agora nessa honrosa cadeira 36, substituindo exatamente a meu pai, o professor Gilson Feitosa, é uma enorme honra pra mim”, disse o médico ao BNews.

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A cerimônia ocorreu na Faculdade Baiana de Medicina, local que também é sagrado para aqueles que seguiram a profissão. “Essa é a primeira faculdade do Brasil. E aqui na Academia estão professores que são eternamente importantes para a nossa sociedade, porque eles criaram várias etapas importantes da nossa medicina (...) é uma honra poder estar aqui com eles, participando, agora, dessa Academia”, enalteceu o cardiologista.

Questionado se ele também ambicionava que um filho dele ocupasse uma cadeira na Academia, com ele ainda em vida, como acontece nesse momento com ele, Gilson Filho disse não ambicionar isso. “Eu tenho uma absoluta consciência que isso é uma enorme raridade. Isso é um fato que, aliás, jamais aconteceu aqui na Academia dessa forma, onde o pai vivo passa a cadeira e o filho consegue concorrer e obter esse espaço. Então eu não tenho esse tipo de expectativa”, afirmou o mais novo membro da Academia Baiana de Medicina. 

E por falar no seu pai, o também cardiologista, que foi presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, da Sociedade Sulamericana de Cardiologia e vice-presidente da Sociedade Interamericana de Cardiologia, além de professor da Escola Bahiana de Medicina, e diretor de Ensino e Pesquisa do Hospital Santa Izabel, Gilson Filho fez questão de exaltá-lo

“É uma emoção que eu não tenho como descrever. O meu pai, além de ser o meu pai (...) foi o meu professor, ele continua sendo o meu professor, é um grande ídolo, e poder, na Academia, substituí-lo, é um motivo de uma honra muito grande”, finalizou Gilson Filho.

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