Saúde
Publicado em 14/08/2025, às 11h09 Redação Bnews
O carcinoma espinocelular é um tipo raro de câncer associado a implante mamário de silicone, descoberto em 1992 e apenas 20 mulheres no mundo foram diagnosticadas com a doença. No Brasil, o primeiro registro aconteceu no dia 23 de julho e foi descoberto no Hospital de Amor, em Barretos, interior de São Paulo, onde uma paciente brasileira, de 38 anos, procurou tratamento, mas não resistiu ao câncer.
A mulher tinha a prótese de silicone desde os 20 anos e foi ao médico após sentir dores e o aumento do volume em uma das mamas. Durante os exames, um líquido foi descoberto ao redor da prótese. O material seguiu para biópsia, que confirmou a presença do carcinoma.
A paciente fez o tratamento indicado, realizando a retirada das próteses e mastectomia, porém, o câncer retornou e ela acabou falecendo dez meses após o novo diagnóstico. Em comunicado da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o mastologista Oliveira Junior contou que os fatores de risco quanto a esse tipo de câncer ainda são desconhecidos, “estamos diante de uma doença de comportamento agressivo. O diagnóstico precoce permite um tratamento mais eficiente com maior sobrevida para a paciente”.
Onda de “Explante”
Nos últimos anos, algumas influenciadoras digitais estão retirando o implante de silicone e utilizam das redes sociais para mostrar o cotidiano pós-explante. E o que vem sendo exibido nas redes, coincide com os dados da pesquisa da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), de 2016 a 2020, houve um aumento de 33% nas cirurgias para a retirada dos implantes.
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As atrizes Manu Gavassi, Carolina Dieckmann e Fiorella Mattheis são algumas que já passaram pelo processo de retirada e comentam abertamente sobre o assunto. Além disso, no Tik Tok, diversas mulheres falam sobre a iniciativa de realizar o explante. A influenciadora Jess contou que quando colocou a prótese era moda e tempos depois teve uma intercorrência pós-cirúrgica.
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