Saúde
Publicado em 30/10/2024, às 10h12 Ilustrativa/Pixabay Redação BNews
Um estudo recente feito pela Universidade de Fukui, no Japão, propôs uma ligação intrigante para uma possível causa do diagnóstico do Transtorno do Especro Autista (TEA): os níveis de certos ácidos graxos no sangue do cordão umbilical podem estar associados ao desenvolvimento do autismo.
A tese publicada no jornal Psychiatry and Clinical Neurosciences examinou a relação entre compostos lipídicos específicos e os sintomas de TEA em um grupo de 200 crianças. Os pesquisadores focaram em um composto chamado diHETrE, que pode sinalizar a susceptibilidade de uma criança ao autismo com base em sua presença no cordão umbilical.
Os resultados indicaram que a quantidade desse composto no sangue do cordão umbilical pode estar associada à gravidade do transtorno do espectro autista (TEA). As crianças com altos níveis de diHETrE tendiam a apresentar maiores dificuldades nas interações sociais, enquanto as outras com níveis mais baixos mostravam comportamentos repetitivos e restritivos.
“Os níveis de diHETrE, um diol derivado do ácido araquidônico, no sangue do cordão umbilical no nascimento impactaram significativamente os sintomas subsequentes de TEA em crianças e também foram associados ao funcionamento adaptativo prejudicado”, explicou um dos pesquisadores, o professor Hideo Matsuzaki.
A coleta de amostras do cordão umbilical foi feita e preservada imediatamente após o nascimento das crianças. Os pesquisadores, então, avaliaram os padrões de TEA nelas aos 6 anos de idade com a ajuda de seus responsáveis.
Conforme estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), 70 milhões de pessoas no mundo vivem com algum a forma do transtorno do espectro autista (TEA).
A condição neurológica e de desenvolvimento que afeta a maneira como uma pessoa percebe o mundo, interage com outras pessoas, se comunica e se comporta. As características do autismo podem ser detectadas na primeira infância, mas a condição geralmente é diagnosticada anos mais tarde.