Saúde
Publicado em 13/08/2025, às 15h03 Reprodução / Freepik Leonardo Oliveira
Se você é aquela pessoa que costuma tomar café da manhã mais tarde, saiba que o seu corpo pode não se beneficiar disso. O endocrinologista Francisco Rosero revela que o café da manhã possui um fator muito importante, pois dialoga fortemente com o relógio biológico e os hormônios que regulam energia, humor e o gasto calórico.
Desta forma, para o especialista, o horário para tomar café da manhã é crucial e tão importante do que o que se come. Ele afirma que o recomendado é fazer a refeição antes das 9 horas da manhã. Passar desse horário faz com que o hormônio do estresse (cortisol) fique em um nível alto por mais tempo, provocando vários fatores que você prefere evitar.
Quais os efeitos no corpo se passar do horário?
O corpo segue um ciclo circadiano ou relógio biológico de 24 horas que promove a organização do sono, fome, produção de hormônios e gasto de energia. Existe uma ciência que entra na jogada, a crononutrição, no qual estuda não apenas o que a gente come, mas também quando a gente faz isso.
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De acordo com especialista Rosero, por volta das 4 horas da manhã, os níveis de cortisol começam a subir, chegando ao ápice entre 8h e 9h. O ideal é aproveitar essa janela para se alimentar, pois garante um equilíbrio do metabolismo e energia. Quando a gente não quebra esse jejum nesse horário, o corpo se sente escasso e mantém o cortisol lá em cima, deixando o organismo em estado de alerta.
Risco de diabetes
Ainda existe mais um fator: Já ouvir falar da iniciativa Gliconeogênese? Ela é uma espécie de plano B, quando o corpo fica sem combustível por muitas horas após acordar. Nesse processo, as reservas internas, até do tecido muscular, é transformada em glicose.
Pensando a curto prazo, isso até garante energia, mas se for repetido de forma constante, pode impactar na sensibilidade da insulina, aumentar inflamações e criar um ambiente propício para doenças metabólicas.
De acordo com o estudo com participação do ISGlobal, tomar café da manhã depois das 9h aumenta em 59% o risco de desenvolver diabetes tipo 2, se comparado com quem come antes das 8h.
O horário ideal
Rosero afirma que o horário ideal para quebrar o jejum é entre 7h e 8h da manhã, pois isso envia ao corpo a mensagem que está tudo certo, fazendo com que o nível de cortisol caia e o metabolismo entre no ritmo certo para o dia.
O que comer?
A combinação ideal, de acordo com o endocrinologista, é ter uma alimentação composta por proteínas de alta qualidade e fibras, que mantenham a saciedade, a estabilização da glicemia e redução da produção exagerada de cortisol. Alguns alimentos são:
Além de prevenir o pico de fome no fim do dia, favorece a concentração e garante energia estável, sem te deixar cansado ou irritado antes do almoço.
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