Saúde
por Leonardo Oliveira
Publicado em 13/08/2025, às 11h48 - Atualizado às 12h11
A ansiedade, a insônia e o estresse tornaram-se cada vez mais frequentes no mundo acelerado de hoje. Diante disso, cresce a busca por soluções para combater esses problemas e aliviar as tensões. Uma delas, curiosamente, tem ganhado espaço entre jovens e adultos.
Trata-se de um acessório tradicionalmente usado por bebês e crianças: a chupeta. Muitos jovens, especialmente da geração Z, têm adotado o objeto como uma forma de conforto emocional e alívio da ansiedade, funcionando como uma fuga temporária da pressão e da incerteza do mundo real.
De acordo com o South China Morning Post, as chupetas vêm sendo vendidas com a promessa de melhorar a qualidade do sono, reduzir o estresse diário e até auxiliar no processo de parar de fumar.
Modinha ou prática com fundamento?
A psicologia analisa o fenômeno como um caso de regressão — quando o indivíduo retorna a uma fase anterior do desenvolvimento, buscando conforto e segurança no que lhe é familiar.
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“Psicologicamente, trata-se de um comportamento infantil que, no nível inconsciente, simboliza fuga da realidade e da fase adulta, revelando também o desejo de evitar obrigações e responsabilidades — que, no entanto, não deixarão de existir”, afirma o psicólogo Alexander Bez.
Nas redes sociais, circulam inúmeros vídeos de pessoas usando chupetas no trânsito, no trabalho e durante crises de burnout. Alguns mostram até como customizar o acessório com adesivos, pedrarias e miçangas.
“É um modismo passageiro, incapaz de ajudar a lidar com os sintomas do estresse, que sempre parte do meio externo para o interno e encontra na ansiedade um grande aliado”, acrescenta o psicólogo.
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